Ao ouvir alguém chamá-la, Alice Almeida virou-se, segurando Constança nos braços.
No instante em que viu Jonas Farias, o sorriso em seu rosto congelou.
— Jonas Farias? — As mãos de Alice, que seguravam Constança, apertaram-se instintivamente.
A pequena Constança em seus braços percebeu imediatamente a estranheza da mãe. Primeiro, olhou para ela e, em seguida, virou a cabeça para encarar Jonas Farias.
Embora não sentisse maldade emanando daquele homem, sua mãe não gostava dele.
E as pessoas de quem a mamãe não gostava eram pessoas más!
Assim, a pequena imediatamente mostrou as presas, encarando Jonas Farias com ferocidade, como uma pequena fera.
Jonas Farias assustou-se com o olhar feroz da pequena Constança, mas, afinal, era apenas uma criança, e ainda por cima estava no colo de Alice. Ele não chegaria ao ponto de ter medo de uma criança.
No entanto...
— Alice, essa criança é... Eu acabei de ouvir ela te chamar de mamãe.
A primeira reação de Jonas Farias foi pensar: será que Alice, incapaz de suportar a dor da saudade, havia adotado uma criança?
Porém... olhando de perto, os olhos daquela criança eram simplesmente idênticos aos de Alice.
Além disso, Alice trabalhava tanto e ainda precisava conciliar a busca por sua filha; seu tempo já estava praticamente todo ocupado. Como ela teria disposição para adotar a criança de outra pessoa?
Portanto...
Jonas Farias olhou fixamente para Alice, sem piscar, com os olhos cheios de espanto.
Ela havia encontrado a filha dela!
— Zelinda. — Alice entregou Constança a Zelinda e instruiu em voz baixa: — Leve a Constança primeiro.
Zelinda franziu a testa, encarou Jonas Farias por alguns instantes e assentiu.
— Tudo bem, então nós vamos para casa primeiro. Tome cuidado.
Mas a pequena Constança parecia não querer ir, debatendo-se teimosamente.
— Proteger a mamãe.
A mamãe não gostava daquela pessoa, então ela precisava ficar para proteger a mamãe!

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