Não vivo sem você romance Capítulo 81

Resumo de Capítulo 81: Não vivo sem você

Resumo de Capítulo 81 – Uma virada em Não vivo sem você de booktrk.com

Capítulo 81 mergulha o leitor em uma jornada emocional dentro do universo de Não vivo sem você, escrito por booktrk.com. Com traços marcantes da literatura Amor após o casamento, este capítulo oferece um equilíbrio entre sentimento, tensão e revelações. Ideal para quem busca profundidade narrativa e conexões humanas reais.

O funeral de Beth foi agendado para dois dias depois da morte dela, no fim de semana.

Ela morreu de uma forma vergonhosa, e seu corpo foi imediatamente cremado depois de retirado do necrotério. Seu funeral foi agendado para ser um evento discreto.

Além de parentes da família Nagel e seus sócios próximos, quase ninguém mais compareceu ao funeral.

Cecelia estava chorando e desmaiou duas vezes no corredor do memorial. Ela teve que ser levada em uma ambulância, deixando seu marido, Keenan, que estava com o coração partido, para presidir o funeral sozinho.

Keenan parecia inquieto com a chegada de Ava.

"O que mais você quer fazer?"

Keenan bateu com a bengala no chão e não mostrou nenhuma hospitalidade com relação a sua filha mais velha.

Ava parou na entrada do corredor do memorial com um buquê antes de decidir entrar.

No centro do corredor, tinha um altar com um retrato monocromático da Beth.

A julgar pelo retrato dela, qualquer observador desconhecido pensaria que a Beth era uma menina doce e inocente.

"Vá embora Ava, você não é bem-vinda aqui!", Keenan disse bruscamente.

Ela olhou diretamente nos olhos de seu pai.

Fazia muito tempo que eles não se viam cara a cara. O cabelo de Keenan ficou mais grisalho desde a última vez em que ela o conheceu, mas mais coisa tinha mudado agora. Sua pele estava amarelada e ele tinha perdido muito peso. Além disso, seus olhos pareciam fundos e sua mandíbula, mais nítida.

Ava se sentiu mal por ele, pois deveria ser angustiante perder uma filha tão amada.

Ela colocou as flores no altar e se virou para dizer a ele: "Cuidado, boa saúde, pai."

Keenan bufou alto e a repreendeu: "Engraçado você falar isso, já que tá esperando eu jogar a toalha há muito tempo!"

"Como?"

"Eu sou um homem azarado, que só consegui ter duas filhas na minha vida, e agora uma delas tá morta. Aposto que você e sua mãe estão rondando a fortuna da família Nagel como abutres agora, não estão?"

Ava olhou incrédula para o pai. Ela já tinha previsto alguma hostilidade da família Nagel quando tomou a decisão de ir prestar suas últimas homenagens a Beth.

Mas ouvir seu próprio pai falar essas coisas ainda a feria profundamente.

"É isso que você pensa da minha mãe e de mim?"

"No passado, quando sua mãe fez de tudo pra te colocar na família Nagel, não foi tudo pensando neste dia?"

As coisas que o Keenan falava não eram diferentes dos comentários ordinários e descarados da sua falecida meia-irmã.

Ela deu uma risadinha sombria e disse: "As pessoas podem falar o que quiserem sobre mim e sobre minha mãe, mas você não tem moral pra nos criticar."

Se ele não tivesse enganado a mãe da Ava naquela época e dado a ela falsas esperanças para, no fim, fugir e se casar com outra mulher, nada disso teria acontecido.

Mas, mesmo chegando a esse ponto, Keenan não se arrependia do que tinha feito.

Keenan disse sem sequer se conter: "Você nem estaria aqui se eu tivesse me controlado naquela época..."

Na verdade, era tudo culpa dele por ter enganado a mãe da Ava, e a queda da Beth foi obra dela mesma. Mesmo assim, ele escolheu colocar a culpa em Ava e na mãe dela.

Era ridículo demais!

Ava respirou fundo, preparando-se, enquanto tentava muito não chorar.

"Pai, se fosse eu que tivesse morrido e não a Beth, você se sentiria tão triste assim?"

Keenan murmurou alguma coisa de forma quase que inaudível, mas ele não respondeu diretamente.

Mas Ava já entendeu a resposta e suspirou.

"Tá bom."

Ela se virou para dar uma última olhada no retrato da Beth, e então saiu do corredor rapidamente.

Naquele ponto, ela jurou nunca mais voltar.

"Eu...", ela ainda estava de quatro, tentando recuperar a respiração e incapaz de discutir com seu pai.

Na verdade, quem tinha quase perdido a vida era ela.

Mas seu pai nunca tinha ficado do lado dela. Nem uma vez.

Ela sorriu amargamente e cerrou os punhos.

Keenan estava furioso ao ponto de erguer sua bengala como se fosse bater nela.

Ava não tinha intenção de desviar, ela estava preparada para aguentar o abuso.

Desde criança, ela tinha sido espancada inúmeras vezes até ficar dormente.

De repente, uma jaqueta grossa caiu sobre seus ombros e cobriu seu corpo de calor.

E a bengala nunca a alcançou.

Ela levantou a cabeça em espanto e viu o rosto do Damien.

"O que você tá fazendo aqui?"

Damien a ajudou a se levantar e se irritou ao ver as marcas de estrangulamento no pescoço dela. "Eu disse pra você não vir, mas você é teimosa demais pra me ouvir. Mas, como você já tá aqui, não vou ficar parado, vendo você ser intimidada."

Ele falou com tanta ternura que o coração dela derreteu instantaneamente.

As lágrimas que ela tinha segurado com tanta força finalmente se libertaram e escorreram pelo seu rosto agora.

Ela se puniu pela sua covardia e por sempre contar com os outros para protegê-la.

No final das contas, ela tinha seu próprio anjo da guarda...

Damien a puxou para trás e gritou para o Keenan: "Parece que a família Nagel tem algumas explicações pra dar, depois do que aconteceu hoje."

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