Em Toulouse Levi acabou de sair da sala de reunião.
– Levi, eu não vou assinar se você não conversar comigo?
– Então não assine Haydée, é a sua empresa que está propondo negócios, eu não ligo.
– Eu só quero conversar, você tem razão, eu estava agindo errado. Desculpa-me por falar do Chris daquela maneira, foi injusto.
– Ok!
– Ok? É só isso que você vai dizer? – Questiona ela o seguindo.
– Eu deveria dizer outra coisa? – Ele para e a observa. – Haydée eu tenho um monte de coisas para resolver e tenho poucos dias, eu estou há quase duas semanas aqui e planejo voltar em três semanas! Quer ser objetiva?
– Você está brincando, não é? Voltar, como assim você vai voltar? Você acabou de chegar Levi, não acredito que já está pensando em voltar para aquele inferno de cidade.
– Haydée, não começa com isso. Você sabe muito bem porque eu tenho que votar!
– Só porque você quer, esquece isso! Comece a viver a sua vida, eu não aguento mais Levi, eu desisto de você! – Diz ela cheia de raiva.
– Ótimo, assim você vai me incomodar menos, porque eu vou me mudar para Lucerna. – Diz ele voltando a caminhar, ela apoia suas mãos na mesa da recepção tentando se manter equilibrada com aquela informação que acabou de ouvir. – Como assim, se mudar? – Questiona-se ela incrédula, ela volta a si e vai atrás dele, ela entra no escritório batendo a porta. – Você é um cretino, quando pretendia me contar?
– Acabei de contar, não foi uma ocasião propicia? – Questiona ele observando-a, ele não consegue deixar de reparar o quanto ela é bonita. – Eu estava pronto para ficar com você Haydée, mas você fica batendo na mesma porra de tecla sempre. Eu não escolhi antes e não vou escolher agora, você criou essa competição, você que lide com ela.
– Não tem o que escolher Levi, a resposta é óbvia, eu sou a melhor escolha para você, mas você é incapaz de entender isso. E olha eu aqui, me humilhando para um homem babaca igual a você, realmente você não me merece e você perderá tudo que tem sem o meu apoio.
– Corrija-me se eu estiver errado, quando eu te conheci, eu já era esse homem, não era? O que te faz pensar, que eu preciso do teu apoio?
– Era, mas você nunca teve meu ódio, agora você terá, não faremos negócios. E você se arrependerá de me dispensar, por aquele monstro, ele jamais faria algo assim por você.
– O único monstro que vejo é você, saia daqui Haydée, eu não suporto mais você, aos poucos você vai deixando a sua personalidade maldosa e nada atraente, mais evidente. – Ela o encara cheia de ódio e caminha até a porta. – Haydée. – Chama ele antes dela sair. – Se você decidir não assinar o contrato, por infantilidade, tenha certeza que é a melhor opção para a tua empresa. – Ele sorri com o canto do lábio e volta o seu olhar para a tela do notebook, ela sai batendo a porta.
Levi se concentra nos contratos que ele ainda precisa negociar, ele está frustrado por ter que ficar mais do que o tempo planejado na França, ele pensa em Kaira e novamente olha a rede social dela, que segue bloqueada e na foto de perfil, ela está de costas, sentada na frente de um rio, ele segue tentando entender tudo que aconteceu nos últimos meses em Lucerna, ele é tirado de seus pensamentos quando seu celular toca.
– E aí, como você está? – Questiona ele ao atender.
– Estou ótimo e você como está Levi?
– Estou bem! O que tem de novo Adolph?
– Você volta nos próximos dias? Como foi planejado?
– Não, as coisas estão todas atrasadas aqui, tudo uma bagunça, peça para o gerente do grupo participar da coletiva de inauguração da empresa. Acho que vou ficar no mínimo uma semana a mais!
– Você está sentado? – Questiona Adolph.
– O que aconteceu? Fala de uma vez, você sabe que eu não gosto de joguinhos.
– A Sra. Keller, pediu o divórcio, fui notificado agora pouco!
– Porra, isso não pode acontecer Adolph.
– O que devo fazer?
– Você é o advogado Adolph, eu estou na França, eu não tenho como resolver essa merda daqui, use o melhor recurso que temos, o dinheiro, pague quem você tiver que pagar e faça esse processo ficar esquecido. – Diz ele com raiva.

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