— Hum?
— Quero acabar com aquele velho desgraçado do Felipe. — Beatriz disse de repente, com o tom de voz calmo. — Quero fazer com que ele sinta na própria pele tudo o que ele fez a minha mãe passar.
Guilherme não parou de esfregá-la; ele apenas respondeu secamente: — Matar é crime. Acabar com a própria vida por causa de um lixo como ele não vale a pena.
— Mas eu não me conformo.
Beatriz mordeu o lábio inferior, e as lágrimas voltaram a rolar: — Com que direito? Com que direito a minha mãe sofreu tanto, enquanto ele pôde viver tão bem?
— E quem disse que ele está vivendo bem?
Guilherme torceu a toalha e limpou o rosto dela.
Beatriz ficou surpresa: — O que quer dizer com isso?
O canto da boca de Guilherme se curvou num sorriso cruel: — Miguel já está lá dentro. E calha de, naquela prisão, ter um "chefão" que é um informante que o Bruno colocou lá um tempo atrás.
— Quanto ao Felipe... — Guilherme fez uma pausa antes de continuar: — O Felipe tem reumatismo. Eu já mandei o Bruno processá-lo por calúnia maliciosa; a essa altura ele ainda deve estar na delegacia.
Ao ouvir isso, Beatriz sentiu a raiva entalada em seu peito se dissipar um pouco.
Mas ainda não era o bastante.
— E a Isabel? — perguntou Beatriz. — Ouvi dizer que ela ainda está tentando conseguir que a Larissa cumpra pena em prisão domiciliar por motivos médicos.
— Prisão domiciliar?
Guilherme riu friamente. — Sonhar não custa nada.
Ele se inclinou para perto de Beatriz, exibindo um sorriso frio e sutil. — As evidências que a Silvana Rocha te deu, de bigamia e abandono, além das acusações anteriores de sonegação fiscal, já são suficientes para que possamos processá-la.
— E mais, eu já mandei vazar para a mídia toda a história sobre o que o Felipe e a Silvana tiveram no passado, além do fato de que a Larissa, na verdade, é uma filha ilegítima.
Beatriz finalmente sorriu.
Mesmo sendo um sorriso um pouco forçado, a tristeza no fundo dos seus olhos realmente diminuiu.
— Guilherme, você é tão mau.
— Claro, como eu lidaria com pessoas cruéis sem ser mau? — Guilherme a tirou da água, enrolando-a em uma toalha de banho grande. — E olha, eu posso ser ainda mais mau.
— O quê?

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