Daniele sentiu uma nova esperança acender em seu coração.
Ela não era ingênua e já havia percebido, pela conversa, que as pessoas à sua frente tinham sido enviadas por Sandro.
Havia um conflito entre Sandro e Antônio, e ela era apenas um dano colateral.
No entanto, já que aquelas pessoas eram subordinadas de Sandro, Daniele acreditava que poderia convencer elas.
A mão de Antônio afrouxou ligeiramente, e Daniele aproveitou a oportunidade para gritar em alta voz:
— Por que estão aí parados? Saiam da frente, rápido! Fiquem tranquilos! Depois disso, eu mesma ligarei para Sandro e direi que foram vocês que me salvaram! Naquele momento, farei com que ele lhes dê uma boa quantia! Cinco milhões! Dez milhões! O quanto quiserem!
Assim que Daniele mencionou aquele valor, todos os homens ao redor do chefe da cicatriz ficaram tentados.
— Chefe! — Um deles, impaciente, começou a pressionar o chefe com a cicatriz para tomar uma decisão.
Diante de uma oferta tão generosa, o chefe estava realmente balançado.
Mas a missão daquela noite era matar Antônio.
Ele ponderava: "Qual é a verdadeira importância de Daniele para Sandro? Valeria o risco de deixar Antônio escapar?"
Daniele ficou ansiosa e gritou com raiva:
— O que você ainda está esperando?! Estou avisando: se algo acontecer comigo, a família Amorim não vai deixar vocês em paz!
Ao ouvir o nome da família Amorim, a hesitação no rosto do chefe finalmente desapareceu.
Ele fez um gesto com a mão, indicando para os outros abrirem um caminho.
Todos, seduzidos pela promessa de Daniele, se apressaram a agir.
Antônio observou o caminho que se formava no meio do grupo e curvou os lábios num leve sorriso antes de chamar Lorena:
— Vamos!
Ele mantinha Daniele sob controle enquanto Lorena os seguia de perto. Juntos, avançavam com cautela pelo corredor que o grupo havia aberto.
Ao longe, a fumaça negra se tornava mais densa, sinalizando que o fogo usado por Antônio para bloquear o caminho estava se espalhando rapidamente.
O crepitar das chamas era cada vez mais audível na escuridão da noite, e o ar fresco às margens do rio começava a ganhar um calor incômodo devido às labaredas vindas da fábrica.
Aquele tipo de fábrica pegava fogo facilmente.
O chefe percebeu imediatamente que algo estava errado. Com raiva, cuspiu no chão e, furioso, deu um tapa em um de seus subordinados:
— Por que estão aí parados? Vamos atrás deles agora!
O subordinado, ainda se recuperando do tapa, reclamou com a voz chorosa:
— Chefe, aquela mulher pegou todas as chaves! Com o que vamos perseguir eles?
— Maldição! — O chefe praguejou novamente e pegou o telefone para ordenar aos guardas no portão que iniciassem uma perseguição.
Já era possível ouvir o som das chamas consumindo tudo ao redor.
Furioso, ele deu um chute na perna de um de seus homens e gritou:
— Por que ainda estão aí parados? Querem morrer queimados? Corram, agora!
Com essas palavras, uma coluna de fogo subiu aos céus.
A fábrica inteira estava completamente em chamas.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: No dia do divórcio, o ex-marido CEO vomitou por causa da gravidez
Livro pelo menos tem um final do casal principal, mas dos outros não tem nada… no final foi triste ter tantos capítulos para não fechar o final de tantos personagens....