Nina percebeu algo errado e imediatamente fugiu com a criança no colo.
A atendente ainda tentou chamar ela, mas, com tanta gente no aeroporto, em um descuido, a mulher realmente conseguiu escapar.
Nesse momento, Melissa e Álvaro entraram às pressas no local.
Álvaro sabia quem Lucas estava procurando e foi direto ao ponto.
A atendente, bastante constrangida, explicou:
— Ela parece ter percebido algo estranho e acabou de fugir com a criança.
Encontrar alguém que não queria ser visto em um aeroporto cheio de pessoas era realmente difícil.
Ela devia ter chamado reforços mais cedo.
A atendente se arrependeu profundamente.
Álvaro olhou para o crachá dela, onde estava escrito "Jussara".
— Srta. Jussara, muito obrigado.
Jussara ficou surpresa e agitou as mãos de forma nervosa.
— Não... Não precisa agradecer.
Ela não podia fazer mais nada além disso e, mesmo tendo recebido sua recompensa, se sentia profundamente inquieta por dentro.
Álvaro não deu mais atenção a ela e olhou para Melissa.
— Entramos para procurar ela?
Melissa assentiu.
Não havia outra opção.
Jussara prontamente ofereceu ajuda:
— Eu posso pedir para a equipe lá dentro ajudar, dizendo que não conseguimos contato com a passageira.
Afinal, ainda não tinha dado uma resposta convincente sobre o que havia acontecido antes.
Melissa concordou.
Naquele momento, não tinha tempo para se preocupar se a situação causaria um grande alvoroço ou não.
Se causasse confusão, que assim fosse.
Ela não se importava mais!
...
Nos braços de Nina, o bebê tinha acabado de mamar, ficou quieto por um instante e, logo depois, voltou a chorar.
— Chorar! Só sabe chorar! — Nina, irritada pelo barulho, sentiu uma onda de raiva subir à cabeça e reclamou. — Cale a boca!
Levi começou a chorar ainda mais alto.
Nina estava a ponto de largar ele no chão e deu algumas palmadas no bumbum do bebê com força...
O resultado foi um choro ainda mais desesperado, que parecia vir do fundo da alma.
As pessoas ao redor, incomodadas, começaram a repreender ela:
— Ele é só um bebê, o que ele entende? Tome cuidado, você pode assustar ele!
"Será que essa mulher é uma sequestradora?"
...
Nina foi encurralada em frente a um portão de embarque.
Melissa olhou para o filho, que chorava tão intensamente que sua voz estava rouca, e sentiu seu coração apertar.
Ela fixou o olhar em Nina e disse com firmeza:
— Me dê a criança!
Nina, provocada pelo olhar assassino de Melissa, soltou uma risada sarcástica:
— Por que eu deveria entregar o bebê para você? Eu sou a avó dele, vou levar ele comigo!
Anos atrás, Helena não havia feito o mesmo, levando Joaquim embora de perto dela?
Se Helena pôde fazer aquilo, por que ela não poderia?
Melissa só conseguia pensar que Nina tinha algum problema mental.
Estava furiosa, mas o que mais doía era ver o filho naquele estado. Então, contendo sua raiva, ela disse:
— Falamos disso depois. Agora, me entregue a criança. Se ele continuar chorando assim, vai acabar ficando sem ar.
O rostinho do bebê já estava ficando roxo de tanto chorar, e não se sabia por quanto tempo ele estava nesse estado.
Nina claramente não sabia como cuidar de uma criança.
Naquele momento, Melissa só conseguia olhar para o pequeno, completamente tomada pela preocupação e pelo amor.

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