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No Dia do Luto — Traição romance Capítulo 252

— Obrigada, Sr. Sétimo. — Lúcia assentiu, com o olhar carregado de inquietação.

Sétimo sorriu e deu um tapinha no ombro dela.

— É o mínimo. Não precisa agradecer assim.

No caminho de volta, Lúcia voltou a perguntar sobre a mãe.

Mais do que qualquer outro enigma daquele submundo, o que ela mais precisava saber era o passado entre Sétima e Fausto.

Vendo que a curiosidade dela não cedia, Sétimo contou tudo, em detalhes, sobre Sétima.

Naquela época, por razões que ninguém sabia ao certo, Fausto fora expulso de casa pelo avô Ximenes.

Orgulhoso e extremamente inteligente, com recursos próprios, Fausto foi parar naquele submundo por indicação de alguns conhecidos.

A maioria das pessoas chegava ali empurrada pelo destino; Fausto, não. Ele entrou para virar o jogo.

Desde o primeiro dia no cassino, ele estabeleceu um objetivo: derrotar a casa.

O esquema era como agora: vencer do setor d até o setor a. Naquele tempo, o vencedor final ganhava o direito de sentar à mesa com a banca.

Se Fausto vencesse, poderia levar quase metade do cassino.

Mas Fausto não teve a sorte de Lúcia.

Pouco depois de chegar, perdeu de forma humilhante e quase teve os órgãos vendidos.

No momento decisivo, foi Sétima quem o salvou.

Desde a primeira vez que Fausto apareceu numa mesa, Sétima já o tinha notado.

Ele era alto, bonito; a postura, o jeito de falar — tudo nele destoava daquele lugar.

Na primeira vez em que se sentou para jogar, foi justamente numa mesa de Sétima. Ela usava meia máscara de renda; tinha um corpo sinuoso, uma presença sedutora.

Capítulo 252 1

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