— O que ele fez com você?
Leonardo franziu a testa e insistiu.
Verônica soltou uma risada baixa, ergueu as sobrancelhas e o fitou.
— O quê? Leonardo, isso é assunto meu. O que eu ganho te contando?
— Eu faço ele pagar.
A boca e os olhos de Leonardo não traziam sorriso algum. A voz, fria, soava séria demais para ele.
— Você vai dar um jeito de acabar com ele?
Verônica se interessou e inclinou a cabeça, observando Leonardo.
Leonardo enfim curvou os lábios.
— Talvez.
Verônica soltou um muxoxo.
— Eu sei que a Família Braga tem peso no entretenimento, mas derrubar um novo astro é comprar briga com os figurões por trás dele. Você vai arrumar esse problema?
— Não sei.
Leonardo foi honesto.
— Mas você pode contar. Se ele passou dos limites, talvez eu me comova.
— Então deixa pra lá. Fazer você se comover... acho impossível.
Verônica piscou. Ela nunca esperara nada de Leonardo.
Ele só queria abrir a ferida dela e se divertir com isso.
Dito isso, ela se ergueu do sofá.
Só que Leonardo estava sentado no chão, bem abaixo. Quando ela passou a perna longa por cima, sem perceber, acabou cruzando exatamente por cima do ombro e do pescoço dele.
Verônica usava apenas um vestido curto de seda, de alças finas; a visão foi rápida, mas explícita.
Ela não notou. O olhar de Leonardo, sim, acompanhou.
— A cor da sua calcinha é boa.
— ...
Verônica tinha ido beber água. Mal o líquido tocou a boca, ela se engasgou e tossiu.
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