— Eu te machuquei? — Annette perguntou, parecendo confusa.
— Por que você contou ao Connor o que eu disse para você na noite anterior? Você achou que ele deveria resolver o problema entre nós?
Annette pressionou os lábios e então riu.
— O que você quer dizer com isso? Está feliz? — Alina gritou.
— Você disse que o meu trabalho seria um fardo para Connor, e eu segui o seu conselho. Então, pedi a opinião do meu companheiro. Há algo de errado nisso?
— Annette, não pense que pode simplesmente me dispensar assim.
Annette arqueou as sobrancelhas.
— Ah, eu não estou fazendo isso, porque, na verdade, não me importo muito com você.
Alina zombou.
— Antes de conhecer você, Connor só me amava. Por causa dele, Lucas ficou aleijado, e eu acabei em um casamento infeliz. Ele deveria se sentir culpado porque arruinou a minha vida.
Annette achou aquelas palavras um tanto ridículas.
— Alina, você realmente conhece Connor? Antes de Lucas se casar com você, Connor teve muitas oportunidades de torná-la sua companheira, mas não fez isso. Isso porque ele não tinha certeza de que você era o verdadeiro amor dele.
— Cale a boca!
— Além disso, mesmo que Connor tenha amado você, e daí? Ele seguiu em frente. E agora eu sou a companheira dele. Você sempre disse que não queria perturbar a paz da Alcateia Lua de Sangue, mas desde que a conheci, sempre foi você quem perturbou essa paz.
— Pare de me acusar falsamente. Tenho feito o meu melhor para proteger a alcateia.
— Sério? Então por que você continua importunando Connor? Por que continua fazendo coisas que vão destruir a relação entre Connor e Lucas?
Alina respondeu com raiva:
— Annette, você não achou que, com o apoio de Connor, poderia me acusar injustamente, achou?
Annette olhou para ela e balançou a cabeça com desprezo.
— Já que você gosta de se fazer de desentendida, vou deixar tudo bem claro.
Ela ficou em silêncio por um momento antes de continuar:
— Quando você acabou de engravidar, voltou para morar conosco depois de uma briga com Lucas. Você era muito amigável e até foi fazer compras comigo. Mas usou o meu nome para comprar roupas para Connor, dizendo que queria melhorar meu relacionamento com ele. Você se lembra disso?
— Eu estava fazendo isso para o seu bem.
— É mesmo? Se eu realmente quisesse fazer algo de bom para alguém, pediria a opinião dessa pessoa. Perguntaria se ela gostava ou não, em vez de simplesmente comprar algo sem dizer nada.
— Eu só queria fazer uma surpresa.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Noite de paixão com o rei licantropo
olá mais capítulos...