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Nosso Casamento Tinha Prazo romance Capítulo 120

Aquelas palavras pareciam não carregar emoção alguma, mas Celeste não achou a frase nada agradável aos ouvidos.

Ela não tinha paciência para debater os significados ocultos naquilo agora.

Porque sabia que aquela não era a ajuda atenciosa de um marido.

Mas sim uma moeda de troca.

— A essa altura do campeonato, acho que precisamos deixar as coisas bem claras. É uma antiguidade de muito valor, e existe a possibilidade de ocorrerem disputas legais no futuro. Se for possível, gostaria que você fizesse um documento assinado, me transferindo os direitos de propriedade por completo. — Celeste sentiu que nunca estivera tão calma na vida, ignorando a frase de Gregório que soava como uma piada.

Aquele tesouro da loja não foi fácil de conseguir.

Ela sempre foi prudente e não permitiria nenhum erro.

Além disso, não muito tempo atrás, ela havia deixado claro suas intenções de divórcio com Gregório no hospital.

Ele com certeza já tinha lido o acordo de divórcio na íntegra. Com o divórcio batendo à porta, o fato de ele ter usado dinheiro para recomprar aquilo funcionava para ela como uma compensação por suas traições. Por isso, as contas deveriam ser bem acertadas.

— Está bem, vou pedir a alguém que redija o documento. — Sobre esse ponto, Gregório não teve objeções.

— Então fechado. Quando me entregará o documento? — Celeste soltou um suspiro de alívio, seu rosto pálido se iluminando com alegria.

Desde que as coisas da Família Lopes pudessem voltar, ajudar seu futuro ex-marido a fortalecer o romance dele e esconder seu envolvimento com Dulce não seria nenhum problema.

— Volte para casa e me espere.

Celeste franziu as sobrancelhas na mesma hora.

Voltar para casa?

Eles já estavam à beira do divórcio, e ele ainda queria que ela voltasse para lá?

— Você... — Ela queria sugerir outro lugar para conversarem.

Mas antes que pudesse falar.

Tu, tu, tu...

Gregório desligou o telefone no mesmo instante.

Sufocando as palavras de Celeste.

Como se desligasse o telefone na cara de uma subordinada, de maneira autoritária, ditatorial e sem qualquer sentimento.

Celeste já estava acostumada há muito tempo e foi capaz de não esboçar reação.

— ... Então continue sendo um baiacu.

— Ah, sua mesquinha! Viu o dinheiro e esqueceu a amiga! — Juliana imediatamente mostrou os dentes e pulou em cima dela.

Celeste se esquivou rapidamente, rindo, e seu humor, sem dúvida, melhorou bastante.

Não importava o motivo que levara Gregório a ajudá-la a comprar de volta o principal tesouro da Família Lopes no exterior por uma fortuna exorbitante; ao menos ele havia resolvido sua maior preocupação.

O que mais ela poderia exigir?

-

Levou o Vaso de Lótus Gêmeo com todo o cuidado de volta para o apartamento que havia alugado.

Depois, acompanhou Juliana ao restaurante, levando-a para comer no rodízio de frutos do mar. Celeste quase não comeu, pois, durante o seu período menstrual, evitava consumir alimentos muito frios.

Sua intenção original era voltar dirigindo, mas Celeste percebeu que havia comido camarão ao molho de vinho.

Sendo assim, não podia dirigir de jeito nenhum e teve que chamar um carro por aplicativo para ir até a casa conjugal.

Ela já havia se mudado de lá fazia quase um mês e, evidentemente, Gregório deveria estar bastante satisfeito com o resultado, pois não tomara a iniciativa de lhe dar um único telefonema para perguntar como ela estava.

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