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Nosso Casamento Tinha Prazo romance Capítulo 303

Ela não podia, de forma alguma, deixar Celeste se sentir tão vitoriosa.

Com um sorriso gélido, Dulce respondeu:

— Então estamos combinados, Diretor Costa. Espero que tenhamos uma ótima parceria. E quando estivermos prestes a lançar o produto, peço que, por favor, me apresente à grande Freya.

David levou a mão em punho à boca e tossiu de leve, lançando um rápido olhar para Celeste:

— Faremos o possível.

Dulce assinou o documento.

Celeste olhou para a assinatura dela sem demonstrar nenhuma reação.

Com o contrato em mãos, Dulce se levantou e olhou para Celeste com ar de superioridade:

— É evidente que, por mais que você tente interferir, a Hercore nunca será o seu brinquedinho. Você não tem poder para impedir parcerias baseadas em interesses mútuos. Celeste, você faria melhor em poupar suas forças e pensar em como melhorar a si mesma.

Se não fossem as artimanhas que Celeste vinha fazendo nos bastidores, aquela parceria já teria se concretizado há muito tempo.

Celeste perdeu tanto tempo tentando atrapalhar, mas quem ela conseguia controlar afinal? Freya? A Hercore? No fim das contas, não restava outra opção a ela além de observar o sucesso de Dulce de camarote.

Ela não passava de uma palhaça.

Após soltar essas palavras, Dulce saiu rindo com desdém.

David ergueu o polegar para Celeste:

— Você é incrível, hein? Aproveitou a brecha para provocá-la, fazendo com que o orgulho dela a forçasse a assinar esse tipo de contrato. Você não deixou absolutamente nenhuma saída para ela.

A inimizade entre as duas determinava que Dulce jamais permitiria perder sua pose e dignidade na frente de Celeste.

E agora que Dulce havia assinado, não podia se dar ao luxo de cometer o menor erro.

Se fracassasse, não seria apenas o fim do projeto; todo aquele montante de dinheiro nunca seria recuperado.

Aquele golpe de Celeste havia sido cruel.

A interrupção dela no momento anterior tinha sido, inquestionavelmente, proposital.

Celeste deu de ombros:

— Ninguém a obrigou a assinar. Ela sabe muito bem os benefícios que o meu banco de dados trará. Ela está atrás de fama e fortuna, não estamos aqui para fazer caridade.

Além do mais, parte do dinheiro de Dulce vinha de Gregório. A carteira estava ali disponível; se ela não calculasse uns passos à frente, estaria sendo injusta consigo mesma.

Na verdade, Celeste não se importava com quem seu banco de dados fecharia parcerias. Para ela, era sempre vantajoso. Ela sempre seria a beneficiária.

Antes, de fato, havia uma forte tensão entre ela e Dulce, mas agora ela tinha clareza das coisas. Ninguém mais tinha importância.

Celeste ajeitou a postura imediatamente.

Afinal, tratava-se de uma mulher extraordinária que ela respeitava do fundo do coração.

Vitória: Celeste, você tem tempo neste fim de semana? A Família Vargas vai organizar um coquetel na propriedade principal. Seria conveniente para você vir me encontrar?

Celeste jamais esperaria que Vitória fizesse questão de convidá-la, alguém ainda sem muito renome.

Obviamente, ela não seria indelicada, e respondeu educadamente: Tenho, sim. Será uma honra para mim, estarei lá no horário.

Vitória: Então estou te esperando. Vou te mandar o endereço e o horário agora mesmo.

Assim que terminou de trocar mensagens com Vitória, ouviu Juliana comentar pelo telefone, com um suspiro:

— Mas sabe de uma coisa? Acho que o meu irmão vai ter que enfrentar um problema daqueles agora.

Celeste perguntou, curiosa:

— Tem algo que o Diretor Rocha não consiga resolver?

Juliana estalou a língua:

— A Família Vargas convidou a mim e a ele para um coquetel. Para que mais seria? Com certeza vão tocar no assunto do noivado. Não faço ideia de como o meu irmão vai lidar com isso.

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