David franziu a testa e olhou para Gabriel, pois não queria que ele ficasse tão perto de Celeste.
Dulce apertou os lábios, tensa:
— Todo mundo sabe que a Freya nunca faz aparições públicas. O Diretor Costa está jogando a culpa nela para tentar usar a posição acadêmica da Freya com o objetivo de me oprimir, como novata que sou, e me obrigar a engolir isso calada?
Celeste não conseguiu conter um riso zombeteiro.
Lá estava ela tentando ganhar simpatia de novo? Agindo como se estivessem perseguindo-a de propósito?
David continuou sem a menor pressa:
— Você quer provas? Tudo bem, eu as darei a você.
Dito isso, ele se voltou para as centenas de pessoas presentes no salão:
— Acredito que todos saibam quem é o meu pai: o diretor do Hospital Central, membro da Academia Nacional de Medicina e, acima de tudo, o discípulo principal do senhor Walace Resende. Mesmo que tenham dúvidas sobre as minhas palavras, não acredito que achem que o meu pai faria uma acusação falsa, certo?
Sem demonstrar pressa, Gregório olhou em sua direção, aguardando o desenrolar da conversa.
Por alguma razão, o coração de Dulce apertou de forma incômoda.
— O que o senhor quer dizer com isso, Diretor Costa?
David puxou o canto dos lábios num sorriso irônico:
— Que a Freya é a discípula mais nova do meu pai e também a aluna mais querida do Sr. Resende!
Um silêncio sepulcral tomou conta do salão de repente.
O semblante de muitas pessoas mudou de imediato.
Todos entenderam a gravidade da situação... As coisas tinham ficado extremamente sérias.
As pupilas de Dulce se dilataram e os seus lábios perderam a cor.
Ela não fazia ideia dessa conexão...
Mas David não havia terminado. Ele pegou o celular e ligou no viva-voz.
A voz de Lorenzo Costa ressoou com uma autoridade imponente:
— Eu não poderia estar mais familiarizado com o trabalho da minha irmã de estudos. Quanto ao roubo do registro da patente, como ela prefere não se expor ao público, eu mesmo cuidarei desse assunto. A Sra. Alves e... a Família Souza terão que me dar uma explicação.
Lorenzo desligou o telefone.
Firme e direto.
Uma postura inabalável.
A multidão, surpresa, virou o rosto para olhar para Dulce, que já estava pálida.
Será que aquilo era verdade...?!
A avó Souza foi a primeira a reagir. Sua expressão se fechou e ela lançou um olhar cortante para Dulce.
Aquela situação havia ganhado proporções sérias que até mesmo ela não havia previsto.
Tratava-se de Walace!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Nosso Casamento Tinha Prazo
Ela repete o mesmos pensamentos várias vezes. E o mais incrível u.a é prisioneiro e o outro é livre, no final ele teve um motivo muito importante para agir assim e vai querer compensar tudo....
Essa personagem é humilhada apor bens materiais....
Eu adoro histórias assim que a autora humilha a personagem principal por todo história para no final o homem estar apenas sendo enganado ou protegendo ela e acaba perdoado, ainda d põem alguém da família pra ajudar na humilhação, fica o romance perfeito!...
Pq esse tipo de história não da um pouco de amor próprio a mulher e ela encontra alguém q realmente a valoriza??? Só mostra que a mulher não se da o valor, mesmo depois de humilhada ela volta com o cara. Ridículo...
O melhor dessa história é que a autora põem a personagem para ser humilhada e trocar tudo por dinheiro, ou seja dignidade zero...
Adorando esse livro. Espero que o divórcio da Celeste demore o suficiente para o Gregório descobrir que sua salvadora do sequestro é Celeste. Que esse capítulo seja em breve....