Entrar Via

Nosso Casamento Tinha Prazo romance Capítulo 331

David franziu a testa e olhou para Gabriel, pois não queria que ele ficasse tão perto de Celeste.

Dulce apertou os lábios, tensa:

— Todo mundo sabe que a Freya nunca faz aparições públicas. O Diretor Costa está jogando a culpa nela para tentar usar a posição acadêmica da Freya com o objetivo de me oprimir, como novata que sou, e me obrigar a engolir isso calada?

Celeste não conseguiu conter um riso zombeteiro.

Lá estava ela tentando ganhar simpatia de novo? Agindo como se estivessem perseguindo-a de propósito?

David continuou sem a menor pressa:

— Você quer provas? Tudo bem, eu as darei a você.

Dito isso, ele se voltou para as centenas de pessoas presentes no salão:

— Acredito que todos saibam quem é o meu pai: o diretor do Hospital Central, membro da Academia Nacional de Medicina e, acima de tudo, o discípulo principal do senhor Walace Resende. Mesmo que tenham dúvidas sobre as minhas palavras, não acredito que achem que o meu pai faria uma acusação falsa, certo?

Sem demonstrar pressa, Gregório olhou em sua direção, aguardando o desenrolar da conversa.

Por alguma razão, o coração de Dulce apertou de forma incômoda.

— O que o senhor quer dizer com isso, Diretor Costa?

David puxou o canto dos lábios num sorriso irônico:

— Que a Freya é a discípula mais nova do meu pai e também a aluna mais querida do Sr. Resende!

Um silêncio sepulcral tomou conta do salão de repente.

O semblante de muitas pessoas mudou de imediato.

Todos entenderam a gravidade da situação... As coisas tinham ficado extremamente sérias.

As pupilas de Dulce se dilataram e os seus lábios perderam a cor.

Ela não fazia ideia dessa conexão...

Mas David não havia terminado. Ele pegou o celular e ligou no viva-voz.

A voz de Lorenzo Costa ressoou com uma autoridade imponente:

— Eu não poderia estar mais familiarizado com o trabalho da minha irmã de estudos. Quanto ao roubo do registro da patente, como ela prefere não se expor ao público, eu mesmo cuidarei desse assunto. A Sra. Alves e... a Família Souza terão que me dar uma explicação.

Lorenzo desligou o telefone.

Firme e direto.

Uma postura inabalável.

A multidão, surpresa, virou o rosto para olhar para Dulce, que já estava pálida.

Será que aquilo era verdade...?!

A avó Souza foi a primeira a reagir. Sua expressão se fechou e ela lançou um olhar cortante para Dulce.

Aquela situação havia ganhado proporções sérias que até mesmo ela não havia previsto.

Tratava-se de Walace!

Ao redor deles, muitas pessoas já suspiravam e comentavam.

— Se isso for verdade, então ofenderam gente grande, não é? Se depois da investigação ficar provado que a futura nora da Família Souza fez isso...

— É, isso vai se tornar um escândalo! E não há como abafar...

— Com um evento desses, será que o casamento do Diretor Souza e da Sra. Alves vai se concretizar?

Celeste percebeu o olhar fixo e insondável de Gregório.

Ela não sabia o que ele estava pensando.

Mas de uma coisa tinha certeza: ele estava com o coração apertado pela situação de Dulce, por mais que a culpa fosse inteiramente dela.

Celeste encarou-o de volta, determinada.

Seus olhos ardiam de forma cortante e com nítida ironia. Queria ver como ele conseguiria consertar a bagunça em que Dulce havia se metido.

Ao encontrar o olhar dela, Gregório finalmente começou a se mover de modo vagaroso.

Caminhou com passos longos, numa postura imperturbável e, sob o olhar atento de todos, seguiu em direção a ela até parar bem à sua frente.

Sem qualquer aviso prévio, segurou-lhe o pulso. Os seus dedos esguios envolveram-lhe o braço. Celeste mudou de feição e, por instinto, tentou puxar o braço, mas ele a desarmou com uma destreza calculada e a trouxe para perto de si com facilidade.

Olhando para baixo, ele declarou, num tom despretensioso:

— A minha esposa é a Celeste. Com que outra mulher eu me casaria?

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Nosso Casamento Tinha Prazo