Rangendo os dentes por um momento.
Com uma expressão sombria, pegou o celular e fotografou o conteúdo do documento, página por página.
Depois, colocou tudo de volta exatamente como estava.
No instante em que fechou a porta.
Ouviram-se passos oportunos vindos da porta.
Ela levantou-se apressadamente e caminhou depressa até o sofá. Nesse momento, a porta foi aberta. Era Gregório. Ele ergueu os olhos para encará-la, com um semblante frio e imperturbável.
— Esperou muito?
O coração de Dulce ainda não havia se acalmado. Olhando para aquele rosto que a fascinava, sentiu um impulso incontrolável de colocar as cartas na mesa e esclarecer tudo.
Mas não podia.
— Não. Estou te atrapalhando? — Ela conteve a amargura que seria capaz de destruir a sua visão de mundo.
— Não.
Gregório caminhou até a mesa do escritório, desabotoou o paletó e colocou-o nas costas da cadeira.
No entanto, o seu olhar varreu a parte de baixo da mesa por um segundo.
Apenas um olhar rápido, e ele desviou a atenção, voltando a olhar para ela:
— Queria falar comigo?
Dulce não conseguia decifrar as emoções dele, muito menos ter certeza do que ele pensava sobre ela agora.
— Eu queria combinar de nos encontrarmos esta noite para conversarmos em particular, mas você não atendeu a minha ligação.
Depois de se sentar, Gregório ergueu levemente os lábios, de forma desatenta:
— O celular estava no silencioso por causa da reunião.
Ouvir essa explicação trouxe um certo alívio ao coração de Dulce.
Ela simplesmente se aproximou, contornou a mesa, ficou atrás da cadeira dele e apoiou as mãos. Inclinou-se para perto dele, com uma voz suave como a água:
— Pensei que não quisesse mais falar comigo. Eu ficaria muito triste. Afinal, você não tem entrado em contato ultimamente, o que me deixa insegura.
As mãos de Dulce deslizaram lentamente para os ombros dele.
Ela queria sentar no colo dele.
Gregório provavelmente não percebeu aqueles pequenos movimentos dela, que se aproximava cada vez mais.
Ele inclinou-se para pegar o telefone:
As pálpebras de Gregório desceram lentamente.
Ele olhou para a mão dela apoiada em sua calça social com uma expressão indecifrável.
O seu tom foi muito suave:
— Diga.
Um sorriso de felicidade surgiu no rosto de Dulce.
— Vou ser mãe! Estou grávida do seu filho. Confirmei a gravidez hoje. Queria te fazer uma surpresa, mas não aguentei e vim te procurar imediatamente. Vamos ter um filho.
Ela encarou fixamente a expressão de Gregório.
Gregório também a observou em silêncio.
Após um instante, ele baixou o olhar para a barriga dela e falou devagar:
— Meu filho?
Dulce reprimiu a sua culpa, com os olhos brilhantes e o sorriso inalterado:
— Claro. Vamos ser papai e mamãe. É um presente dos céus. A criança vai precisar de uma identidade legítima quando nascer. Eu abro mão de uma festa de casamento, mas case-se comigo no papel, está bem?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Nosso Casamento Tinha Prazo
Parabéns autora muito linda a história da Celeste e Gregório valeu apena ler vou sentir saudades dessa história 👏👏👏...
Muito bom*****...
Celeste e Gregório juntos. Um amor que sobreviveu as grandes tempestades...
Estou só chorando 😭😭😭😭😭...
Essa autora não tem um pingo de respeito pela Celeste, esmaga até o último resquícios de humanidade dela, só valoriza a amante. Misericórdia dá ódio de ler esses livros onde as amantes tem tudo e anda de cabeça erguida....
Top demais eu nunca li u livro tão bom assim, parabéns autora👏👏👏👏👏...
Meu pressentimento estava correto esse Vinícius não vale nada nem o que o cachorro enterra...
Porque demora tanto a atualizar?...
Por ser um romance,a autora não trás o romantismo,a história não tem um beijo,um abraço.pra mim é uma história sem ápice.Autora dê mais clímax a história....
Que tudo!!!! Esse capítulo autora😎👏👏👏👏👏...