Mas aquelas coisas eram difíceis demais de dizer em voz alta.
Ela nem sabia como explicar de uma forma que mantivesse sua própria dignidade. Afinal, ter o casamento invadido pela irmã de nome, ser rejeitada pelo marido... tanta coisa havia acontecido, e nenhum dos fatos era motivo de orgulho.
Seus lábios se moveram levemente.
— Tudo bem — Charles interveio. — Se for difícil falar, não precisa.
Ele não queria cutucar as feridas de Celeste.
Celeste lançou a ele um olhar de gratidão.
Charles apenas manteve a expressão de sempre, sorrindo e levantando a mão para bagunçar os cabelos dela:
— Não importa. Afinal, você ainda é você, e isso não vai mudar.
Celeste estava prestes a dizer algo.
Quando captou pelo canto do olho uma silhueta alta não muito longe.
Gregório segurava uma taça de vinho enquanto alguém o cumprimentava.
Ele lançou um olhar indiferente para o lado deles, parando em seu rosto por alguns segundos. Seus olhos não mostravam nenhuma emoção, tão impenetráveis que era impossível decifrar o que ele pensava.
Gregório apenas olhou friamente para a clara intimidade entre Celeste e Charles, ignorando a interação dos dois.
Em seguida, virou-se e caminhou para o interior do salão.
Totalmente indiferente.
Celeste também não tinha a intenção de tentar adivinhar o que ele pensava. Virou-se para perguntar a Charles se poderia ir embora, quando o ouviu dizer:
— O vovô me pediu para te chamar. Vamos entrar.
— ...Me chamar?
Celeste percebeu que, de fato, não conseguiria escapar daquela provação hoje.
Charles a guiou pelos ombros em direção ao salão:
— Ele deve ter algo para falar com você. Não fique nervosa.
Celeste apenas deu uma risada seca.
Era impossível não ficar nervosa.
Sete anos atrás, quando ainda era muito jovem, já havia recebido uma lição do velho presidente. Uma memória ainda viva que a ensinou perfeitamente que tipo de homem era o Diretor Souza.
Hoje era o banquete de boas-vindas para Alexandre e Charles.
Os convidados presentes eram figuras ilustres.
Um evento de proporções grandiosas.
— Olá, Diretor Souza. Sou Dulce.
Quando ficou noiva de Adolfo, o velho presidente já havia viajado para o exterior, então não a conhecia bem.
Alexandre olhou para ela.
Sem qualquer expressão no rosto.
O coração de Dulce palpitava de nervosismo, mas ela não podia se dar ao luxo de recuar. Sabia que a personalidade de Alexandre era assim, caso contrário, ele não administraria a família Souza com tanto pulso firme.
Além disso.
Se o patriarca a havia convidado, não significava que a estava aceitando?
Ela logo sorriu e ergueu sua xícara de chá:
— Por causa do bebê no meu ventre, só posso brindar com chá em sua homenagem. Espero que não se importe.
Enquanto falava.
Ela lançou um olhar terno para Gregório, que estava sentado com sua habitual elegância ao lado de Alexandre.
Deixando uma mensagem perfeitamente clara.
O filho era deles.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Nosso Casamento Tinha Prazo
Top demais eu nunca li u livro tão bom assim, parabéns autora👏👏👏👏👏...
Meu pressentimento estava correto esse Vinícius não vale nada nem o que o cachorro enterra...
Porque demora tanto a atualizar?...
Por ser um romance,a autora não trás o romantismo,a história não tem um beijo,um abraço.pra mim é uma história sem ápice.Autora dê mais clímax a história....
Que tudo!!!! Esse capítulo autora😎👏👏👏👏👏...
Torcendo pela restauração da família Celeste Gregorio e Laura ❤️❤️❤️...
Não gosto do Vinícius esse cara não me passa confiança que Celeste passe longe dele...
Vai ser uma sacanagem se essa autora mudar a personalidade do Vinicius para ano final dar ela pra o Gregório que claramente é um homem que não apoiou ela nos momentos de maior necessidade como o nascimento da filha, inventa uma situação pra justificar as atitudes dele....
Estou odiando essa história de Celeste e esse Vinícius que raiva da vontade de parar de lê essa merda 😡...
Esse livro está terrível essa autora é uma decepção colocando esse Vinícius e essa winter no caminho da Celeste e Gregorio que ranço 🤬...