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Nosso Casamento Tinha Prazo romance Capítulo 656

Ela não mordeu a isca.

Apenas então Alexandre a olhou.

E, no fim, não disse mais nada e não continuou o assunto.

O prato de porcelana foi empurrado na sua direção.

Celeste abaixou a cabeça para olhar.

Havia algumas porções de carne de lagostim, frescas e arrumadas ordenadamente.

Ao lado, Gregório já havia retirado as luvas descartáveis e limpava os dedos com um lenço umedecido.

Como Celeste continuou imóvel, ele olhou de lado para ela:

— Não era o seu lagostim favorito?

Celeste:

— Não gosto mais.

Gregório, no entanto, questionou:

— Desde quando deixou de gostar?

— A partir de agora. — Celeste respondeu com desdém.

Desta vez, Gregório não disse nada, apenas a encarou fixamente por alguns segundos.

Aquele jantar.

Transcorreu num clima de imensa apreensão.

Com cada pessoa ali nutrindo os seus próprios pensamentos.

Até mesmo Adolfo, sempre tão extrovertido, estava em completo silêncio. A sua mente estava um turbilhão de agitação; o caso de Dulce e toda a situação da gravidez dela não lhe traziam nenhuma vantagem.

Afinal, Dulce agora havia despencado do seu pedestal.

Aos olhos dos presentes, ela passara a ser rotulada como uma verdadeira "meretriz". Ele não queria ter o seu nome associado a ela sob hipótese alguma, tampouco desejava que o patriarca descobrisse todos aqueles detalhes. Seria altamente prejudicial para ele.

Ele ergueu a cabeça subitamente.

E lançou um olhar para Gregório.

Um brilho sombrio passou pelos seus olhos.

Quando a recepção já se encaminhava para o fim e os convidados começavam a se despedir.

De repente.

Alguém apareceu apressado, com uma expressão de extrema urgência.

Caminhou diretamente até Alexandre, inclinou-se e sussurrou-lhe:

— As coisas não estão bem, Presidente. O plano estratégico de cinco anos do nosso grupo para novas energias... vazou.

Aquelas palavras foram como uma gota de água caindo em óleo fervente.

Causaram uma explosão instantânea.

Até mesmo Alexandre, um veterano no mundo dos negócios que nunca deixava as suas emoções transparecerem, mudou drasticamente de expressão:

— O que aconteceu?

Ela não conseguiu evitar olhar em sua direção.

Porém, percebeu que ele não demonstrava nenhuma reação exagerada. Encarando os olhos cheios de ira e interrogação de Alexandre, declarou, palavra por palavra:

— Não tenho nada a explicar.

Aquela resposta fez com que o rosto de Alexandre se contorcesse.

— Não me importa que métodos você usará, mas resolva isso. Caso contrário... — Ele respirou fundo, verdadeiramente furioso, pois aquilo era essencial para o plano de domínio do novo setor pela Família Souza.

Um mercado colossal que geraria centenas de bilhões em lucro; por isso, aquele erro era grave demais.

Aquela noite.

Seria uma noite sem dormir para a Família Souza.

E, com certeza, também haveria quem celebrasse a desgraça alheia.

Gregório não demonstrou pressa para sair.

Em vez disso, ele virou a cabeça para olhar Celeste:

— Você veio dirigindo? Eu te levo de volta.

O fato de ele não correr imediatamente para tentar consertar todo aquele desastre quase fez Celeste pensar que ele tinha algum problema na cabeça.

— Não precisa, cuide dos seus próprios problemas.

— Hum, eu te levo.

Ignorando a recusa dela, ele seguiu caminho, descartando completamente o "não" de Celeste.

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