Gregório Souza não bebeu naquela noite.
Dirigiu de volta para a casa onde moravam depois de casados.
Ultimamente, ele dormia ali quase todos os dias, a ponto de, ao chegar de carro ao portão, ver Dulce Alves parada ali num piscar de olhos.
O outono já havia chegado.
O vento frio soprava na noite.
A figura frágil da mulher, em pé na escuridão, facilmente despertava o instinto protetor de qualquer homem.
Ele lançou um olhar indiferente e, quando Dulce o notou e se adiantou ansiosa para interceptar o carro, ele freou.
Gregório não saiu, apenas abaixou o vidro do carro.
Mesmo sentado lá dentro, erguendo o olhar, ele emanava uma aura de superioridade, como se a olhasse de cima.
Ao encarar aqueles olhos, um frio percorreu o peito de Dulce, mas ela reuniu coragem:
— Gregório, precisamos conversar.
Ela não queria parecer submissa demais, como se realmente tivesse feito algo errado.
Gregório olhou para o relógio de pulso:
— Fale.
Dulce assumiu que ele ainda estava com raiva e suavizou o tom:
— Eu sei que o que você disse no banquete foi da boca para fora. Com tanta gente olhando, você não podia envergonhar a Família Souza.
Ele a tinha no coração.
Ela não deveria ter se deixado abalar tão facilmente.
Gregório descansava uma mão no volante, batendo os dedos num ritmo tranquilo, e não respondeu.
Dulce respirou fundo. Com o rosto ainda pálido, forçou um sorriso e inclinou-se:
— Nós somos adultos. Eu nunca neguei que namoramos no passado, mas essa história de ter tido um filho é um absurdo. O passado ficou para trás, nós temos uma base de sentimentos. Me dê uma chance, não parta o meu coração, está bem?
— Eu não posso perder você. — Dulce disse isso enquanto segurava as bordas da janela com as duas mãos.
Seus olhos se encheram de lágrimas.
Gregório bateu no volante umas dez vezes, então olhou para ela:
Papel de palhaça.
Aquela verdade foi como um tapa na cara.
Seu corpo inteiro parecia queimar de vergonha.
Sua respiração de repente ficou pesada e ela quase perdeu a voz:
— ...Por quê?
— Porque não é da minha conta. — Ele deu um leve sorriso, que chamava muita atenção naquele rosto. — O que aconteceu com você não me diz respeito. Não tem sido assim que nos tratamos desde o começo? O que você faz, eu nunca interfiro.
Dulce sentiu todo o sangue do seu corpo congelar.
Ele não interferia, não se responsabilizava, não se importava, nem alertava.
E agora, a sua confissão sincera se tornara uma arma letal.
Seus olhos tremiam:
— Por quê?! Por que está fazendo isso comigo?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Nosso Casamento Tinha Prazo
Top demais eu nunca li u livro tão bom assim, parabéns autora👏👏👏👏👏...
Meu pressentimento estava correto esse Vinícius não vale nada nem o que o cachorro enterra...
Porque demora tanto a atualizar?...
Por ser um romance,a autora não trás o romantismo,a história não tem um beijo,um abraço.pra mim é uma história sem ápice.Autora dê mais clímax a história....
Que tudo!!!! Esse capítulo autora😎👏👏👏👏👏...
Torcendo pela restauração da família Celeste Gregorio e Laura ❤️❤️❤️...
Não gosto do Vinícius esse cara não me passa confiança que Celeste passe longe dele...
Vai ser uma sacanagem se essa autora mudar a personalidade do Vinicius para ano final dar ela pra o Gregório que claramente é um homem que não apoiou ela nos momentos de maior necessidade como o nascimento da filha, inventa uma situação pra justificar as atitudes dele....
Estou odiando essa história de Celeste e esse Vinícius que raiva da vontade de parar de lê essa merda 😡...
Esse livro está terrível essa autora é uma decepção colocando esse Vinícius e essa winter no caminho da Celeste e Gregorio que ranço 🤬...