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Nosso Casamento Tinha Prazo romance Capítulo 659

Gregório Souza não bebeu naquela noite.

Dirigiu de volta para a casa onde moravam depois de casados.

Ultimamente, ele dormia ali quase todos os dias, a ponto de, ao chegar de carro ao portão, ver Dulce Alves parada ali num piscar de olhos.

O outono já havia chegado.

O vento frio soprava na noite.

A figura frágil da mulher, em pé na escuridão, facilmente despertava o instinto protetor de qualquer homem.

Ele lançou um olhar indiferente e, quando Dulce o notou e se adiantou ansiosa para interceptar o carro, ele freou.

Gregório não saiu, apenas abaixou o vidro do carro.

Mesmo sentado lá dentro, erguendo o olhar, ele emanava uma aura de superioridade, como se a olhasse de cima.

Ao encarar aqueles olhos, um frio percorreu o peito de Dulce, mas ela reuniu coragem:

— Gregório, precisamos conversar.

Ela não queria parecer submissa demais, como se realmente tivesse feito algo errado.

Gregório olhou para o relógio de pulso:

— Fale.

Dulce assumiu que ele ainda estava com raiva e suavizou o tom:

— Eu sei que o que você disse no banquete foi da boca para fora. Com tanta gente olhando, você não podia envergonhar a Família Souza.

Ele a tinha no coração.

Ela não deveria ter se deixado abalar tão facilmente.

Gregório descansava uma mão no volante, batendo os dedos num ritmo tranquilo, e não respondeu.

Dulce respirou fundo. Com o rosto ainda pálido, forçou um sorriso e inclinou-se:

— Nós somos adultos. Eu nunca neguei que namoramos no passado, mas essa história de ter tido um filho é um absurdo. O passado ficou para trás, nós temos uma base de sentimentos. Me dê uma chance, não parta o meu coração, está bem?

— Eu não posso perder você. — Dulce disse isso enquanto segurava as bordas da janela com as duas mãos.

Seus olhos se encheram de lágrimas.

Gregório bateu no volante umas dez vezes, então olhou para ela:

Papel de palhaça.

Aquela verdade foi como um tapa na cara.

Seu corpo inteiro parecia queimar de vergonha.

Sua respiração de repente ficou pesada e ela quase perdeu a voz:

— ...Por quê?

— Porque não é da minha conta. — Ele deu um leve sorriso, que chamava muita atenção naquele rosto. — O que aconteceu com você não me diz respeito. Não tem sido assim que nos tratamos desde o começo? O que você faz, eu nunca interfiro.

Dulce sentiu todo o sangue do seu corpo congelar.

Ele não interferia, não se responsabilizava, não se importava, nem alertava.

E agora, a sua confissão sincera se tornara uma arma letal.

Seus olhos tremiam:

— Por quê?! Por que está fazendo isso comigo?

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