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Nosso Casamento Tinha Prazo romance Capítulo 663

— Não é preciso, conheço o local.

Celeste recusou educadamente.

Como Gregório sabia que ela havia marcado com a Diretora Barbosa? É provável que ele não soubesse o horário e tenha apenas ordenado ao pessoal da loja que, quando ela aparecesse acompanhada, lhes dessem o melhor tratamento.

Mas pensando bem.

Pela posição de Vitória, e sendo Gregório o dono atual do ateliê de antiguidades, garantir que Vitória conseguisse o que queria ali também significava estabelecer um favor a ele próprio.

Celeste retorceu os lábios, e uma pitada de sarcasmo reluziu nos seus olhos.

Ela levou Vitória e Winter direto para o andar superior, rumo à ala das caligrafias e pinturas.

Assim que chegaram.

Vitória congelou a expressão por um momento e caminhou rapidamente.

Em uma das alas de exibição destacadas de forma separada.

Havia um quadro pendurado com todo cuidado e precauções especiais.

Os olhos de Vitória encheram-se de lágrimas:

— É este, este é mesmo verdadeiro!

Da última vez, não fosse por ter caído na água, teria sido difícil distinguir o quadro que Valéria Martins trouxera, mas este ela reconhecia de cara pelos traços característicos do falecido avô.

Celeste também sentiu um alívio.

Apenas que.

Atualmente, como Gregório ainda não lhe havia devolvido totalmente a posse do ateliê de antiguidades, ela não tinha como decidir agora mesmo presentear Vitória com a pintura, o que a deixou franzindo a testa.

O gerente aproximou-se mais uma vez, exibindo um sorriso impecável:

— O Diretor Souza disse que esta pintura foi guardada especialmente para ser entregue à Diretora Barbosa no momento em que ela viesse. Se não se importar, gostaria que providenciasse uma embalagem para a senhora?

Assim que ouviu isso, Vitória logo deduziu que era coisa de Gregório.

A verdade é que ela, em parte, por causa de Dulce, não gostava muito de Gregório; até mesmo sentia repulsa, achando que ele não era fiel em seus sentimentos e nem dava muito valor a Celeste como esposa.

Ela tinha lá as suas restrições.

Mas, por outro lado.

Ele ter sido capaz de proporcionar tamanha cortesia deixava tudo muito bem ajustado.

Ela franziu os lábios:

— Obrigada. Entrarei em contato para agradecer ao Diretor Souza de vocês.

Afinal, era ela quem estava saindo em dívida de favor.

O terceiro andar se subdividia em várias áreas.

Celeste, apesar de não saber ao certo qual era o visual de todos os artefatos dali, conhecia os espaços com bastante habilidade para apresentar cada um:

— Neste andar temos as caligrafias, pinturas e as porcelanas, e também as pedras de jade e os vidros coloridos antigos.

Ela começou a detalhar a origem de várias peças.

Vitória, com o coração sereno, mantinha um sorriso de leve no rosto:

— Não é você quem está gerenciando a loja no momento?

A julgar pelo tom do gerente agora há pouco.

Quem estava decidindo as coisas era Gregório.

Celeste encolheu os ombros:

— Algumas confusões aconteceram. No passado, o ateliê foi tirado de nós pelo meu pai. Depois, devido a várias infelicidades do acaso, a posse ficou com Gregório. Mas ele prometeu me devolver.

— Entendo. — Vitória balançou a cabeça. — Se ele cumprir, pelo menos isso demonstra um lado mais maduro dele.

E assim foram andando.

Vitória olhou com o rabo do olho.

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