Entrar Via

Nosso Casamento Tinha Prazo romance Capítulo 668

O zumbido em seus ouvidos não parava, mas ela, de cabeça baixa durante todo aquele tempo, foi organizando as suas memórias, desde a infância, pedaço por pedaço. O acidente naquela época ocorreu de forma repentina.

Quando ela ainda era pequena, precisou lidar com a realidade de uma mãe que provavelmente nunca mais acordaria.

E, ainda por cima, com um pai que estava impaciente para descartá-la o quanto antes.

O seu mundo, a partir daquele instante, desabou completamente.

Toda aquela crueldade despencou sobre os ombros de uma criança que não tinha nem dez anos.

O caso foi classificado como acidente.

E tudo o que aquela garotinha podia fazer era aceitar.

Depois de adulta, não era que ela não tivesse suspeitas, mas não havia nada em que se apoiar para justificar aquele pequeno rastro de dúvida nascido da sua dor e resignação.

Não havia nada a investigar.

Nem por onde começar.

E agora, de repente, lhe diziam...

Que havia sido assassinato.

Celeste apertou as mãos com força, encarando os próprios dedos sem expressão, enquanto arranhava as unhas repetidas vezes, como se não sentisse dor.

Ao chegarem à delegacia.

Celeste desceu da viatura e viu mãe e filha descendo do outro lado.

As duas continuavam chorando e fazendo escândalo sem parar, alegando que havia um mal-entendido.

Até entrarem no canto lateral do salão principal.

No meio do barulho e do choro, Celeste olhou além do vai-e-vem de pessoas no local e viu o homem sentado ali, distante e frio, com as pernas cruzadas, como se estivesse no seu próprio mundo.

Gregório pareceu notar a sua presença.

Sem pressa, ele virou o rosto.

E encontrou os olhos de Celeste, que já estavam vermelhos, mas permaneciam calmos e indiferentes.

Dulce e Amanda também viram Gregório. Dulce, que já estava em colapso, correu até ele sem se importar com nada:

— Gregório, me ajuda, por favor, eu te imploro! O que está acontecendo?! Minha mãe é inocente!

Ela nunca tinha conseguido superar Gregório.

Se ela sentia ódio, na verdade, não era maior que o amor que sentia por ele.

E agora, ao vê-lo, desejava mais uma vez implorar por sua piedade.

Com o rosto tenso, Celeste observou a cena, sentindo o sangue ferver na cabeça.

Ao ouvir isso, os nervos de Dulce paralisaram:

— ...Não fomos fazer nada.

— Vocês acharam que podiam enganar quem?! Há câmeras de segurança no escritório. Os computadores que vocês usaram estavam sob monitoramento e rastreamento em tempo real. Qualquer site obscuro que pesquisassem ou códigos de contato que buscassem foram interceptados na mesma hora. Vocês se entregaram sozinhas!

A voz do Oficial Batista ecoou de forma firme e contundente.

Dulce arregalou os olhos, aterrorizada.

Monitoramento... em tempo real?

O Oficial Batista bateu na mesa:

— Se vocês não tivessem fornecido os endereços dos sites e os códigos de contato corretos, com todo esse tempo que já se passou, realmente seria impossível encontrar essas informações.

Celeste começou a respirar com dificuldade, os zumbidos nos ouvidos voltando.

Dulce, porém, virou-se bruscamente para encarar o homem tão nobre à sua frente, Gregório.

Ela perguntou, tremendo:

— Você sabia que nós íamos lá? Por isso... deixou a passagem livre?

— Gregório, você brincou comigo?

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Nosso Casamento Tinha Prazo