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Nosso Casamento Tinha Prazo romance Capítulo 677

Após desligar, Fagner permaneceu sentado por um longo tempo. A suspeita em sua mente tornava-se cada vez mais forte, a ponto de quase fazê-lo transbordar de emoção.

Ele agarrou o celular com força, levantou-se num salto e correu diretamente para a sala principal.

Vitória estava de folga naquele dia, sem compromissos de trabalho.

Por isso, dedicava-se à caligrafia, pintura e a podar as plantas em casa, mantendo-se agradavelmente ocupada.

Quando Fagner chegou, percebeu que Ismael Vargas também estava lá.

Ele fazia companhia a Vitória e os dois conversavam.

Pai e filho trocaram olhares, mas Fagner não fez questão de cumprimentá-lo com simpatia. Ismael, que já estava mais que acostumado com a "animosidade" do filho contra si, não demonstrou reação alguma.

— Avó — disse Fagner, ao entrar.

— Já tinha escutado os seus passos há um bom tempo. O que aconteceu para você vir correndo assim? — Vitória perguntou, pousando o pincel.

Os lábios de Fagner se moveram, em um impulso quase incontrolável de dizer tudo de uma vez.

Contudo, ele lançou um rápido olhar para seu pai.

Ele lembrou do aviso de Gregório: a identidade de Celeste ainda estava na fase de verificação e não era adequado que muitos soubessem.

O detalhe era apenas que a pessoa à sua frente era o seu pai.

— Fale de uma vez — ordenou Vitória, notando a hesitação do neto. — Se for algo que eu precise decidir, seu pai não poderá se meter.

Isso significava que, mesmo que Ismael soubesse, não mudaria nada.

Fagner olhou ao redor.

Não notou a presença de Valéria Martins.

— Acho que tenho uma pista sobre a minha irmã — soltou, deixando de lado qualquer ressalva.

Ela gostava muito de Celeste.

Era um carinho incontrolável. E, agora, diante daquela possibilidade, ela sentia como se fogos de artifício explodissem em sua mente, deixando-a paralisada por um instante, sem saber como reagir.

Exceto por Ismael.

Ele permaneceu pensativo por um bom tempo.

Embora também ansiasse pelo retorno da filha, o fiasco anterior com Dulce fez com que, dessa vez, adotasse uma postura muito mais cautelosa.

Afinal, da última vez ele havia entregado seus sentimentos genuínos, apenas para receber um golpe cruel ao descobrir que fora completamente enganado. A sensação não era nada agradável.

— É melhor lidarmos com isso de forma prudente. E se for alarme falso de novo? — interferiu.

— Você foi precipitado — repreendeu, franzindo a testa enquanto olhava seriamente para Fagner. — Sua avó já está com certa idade e não aguenta esses altos e baixos de emoção com tanta frequência. Se nada foi confirmado, por que perturbá-la?

— Afinal, você agora vive no conforto do lar com a amante e a filhinha, né? Como poderia se lembrar de todo o sofrimento que a minha mãe e a minha irmã passaram? Só assim para conseguir falar de forma tão "racional", sem demonstrar qualquer pressa — debochou Fagner, apertando os lábios num sorriso irônico.

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