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Nosso Casamento Tinha Prazo romance Capítulo 679

Celeste ficou paralisada por um momento.

— Hã? — deixou escapar, instintivamente.

Porém, como tinha um raciocínio rápido, entendeu as intenções de Vinicius num piscar de olhos.

Ele queria... cultivar o relacionamento deles.

Especialmente porque a relação atual entre os dois era a de pessoas prestes a se casar, mas que ainda mantinham as linhas de limite muito bem demarcadas, parecendo apenas "amigos" que nunca invadiam o espaço pessoal um do outro.

Em um relacionamento romântico, aquilo de fato soava pouco íntimo.

Celeste sabia que Vinicius a havia ajudado imensamente. Recusar-se a convidá-lo sequer para uma xícara de chá faria com que ela parecesse mesquinha e... insensível.

— Se você não estiver ocupado, claro que pode subir para beber uma água — decidiu-se de vez, coçando a cabeça.

Ela deu um passo para trás.

E fez um gesto convidativo.

— Certo, obrigado — assentiu Vinicius, ignorando a expressão levemente envergonhada no rosto dela.

Celeste tocou a própria orelha e, cabisbaixa, guiou o caminho.

Os dois entraram no prédio, um atrás do outro.

Logo atrás...

Um carro preto e sombrio parou.

Gregório olhou de lado.

Por coincidência, presenciou a cena de Celeste conversando com Vinicius, exibindo um sorriso radiante e cativante em seu perfil. Parecia que o relacionamento dos dois havia evoluído rapidamente e ambos voltavam juntos para "casa".

Ele checou o relógio no pulso.

Eram nove horas da noite.

Um homem e uma mulher sozinhos.

Seu olhar era profundo, e ele segurava nas mãos um convite recebido há meia hora.

Fora enviado pela Família Rocha.

O banquete de aniversário de Laura Rocha, a pequena herdeira da Família Rocha.

A assinatura pertencia a Gabriela Pereira; a própria Diretora Pereira o havia enviado.

Sua intenção inicial era questionar Celeste sobre o significado daquilo.

Mas agora, aparentemente...

Não era o momento apropriado.

Ele ergueu a cabeça e fixou os olhos num dos andares cujas luzes estavam acesas.

Seu olhar gélido e denso como uma tinta preta espessa escondia toda a melancolia daquela noite fria.

Não se sabe quanto tempo passou até que ele, sem demonstrar emoção, atirasse o convite de volta no banco do passageiro, pisasse fundo no acelerador e deixasse o condomínio sem olhar para trás.

E os hotéis de luxo extremo estavam entre eles.

A festa de aniversário de Laura foi marcada num resort.

Celeste levantou-se bem cedo e começou a se preparar. A experiência de receber os convidados pela primeira vez como a mãe de Laura a deixava excepcionalmente entusiasmada.

Ela provou inúmeros conjuntos de roupas.

Até que se decidiu por um vestido de noite de cetim branco, com uma saia rodada e estruturada, além de calçar sapatos de salto agulha.

Usou pouquíssimas joias; a peça de maior destaque era o broche de safira cravejado de diamantes que Vinicius lhe dera.

Foi o toque final perfeito.

Quando saiu de casa, já eram quatro horas da tarde.

Vinicius enviou um carro para buscá-la.

Ao chegar ao resort, pouco antes de cruzar a entrada principal, ela se deparou frente a frente com Gregório e Urbano Simões.

Os passos de Celeste pararam abruptamente.

Gregório realmente... veio?

O que ele estava querendo com aquilo?

Afinal, a única "verdade" que ele conhecia até então era que Laura era filha dela com Vinicius, o que representava uma prova escancarada da traição cometida enquanto ainda eram casados.

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