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Nosso Casamento Tinha Prazo romance Capítulo 695

Celeste entrou na ambulância.

Laura ainda estava consciente, mas o seu rostinho estava pálido como cera. Além disso, quando Dulce a atirou sem hesitar, o braço da menina bateu na beirada do terraço, causando um corte profundo em sua pele delicada.

O sangue manchou de vermelho o lindo vestido de princesa que ela usava naquele dia.

Celeste tremia e não ousava tocá-la.

Ela nunca imaginou que chegaria o dia em que, sendo médica, se sentiria amaldiçoada, sem coragem de examiná-la.

Felizmente.

— Não se preocupe por enquanto. Os ossos parecem estar bem. É só uma ferida superficial que assusta ao olhar, mas o sangue não para. Vamos ter que fazer um tratamento de coagulação assim que chegarmos ao hospital, e depois verificar se há ferimentos internos... — Ao vê-la, os paramédicos da ambulância tentaram confortá-la.

Celeste mal conseguia ouvir.

Laura estava provavelmente com muita dor, sua testa estava coberta de gotas de suor.

Choramingando baixinho, em soluços físicos e incontroláveis.

O coração de Celeste estava despedaçado.

Mas as palavras dos paramédicos a fizeram ter a certeza de que Laura, por ter sido protegida, não sofreu fraturas graves. No entanto, possíveis problemas internos exigiam exames mais detalhados.

E...

Sua mão fria e trêmula foi segurada por outra mão.

Celeste abaixou a cabeça.

Lágrimas escorriam por seus cílios.

E caíram diretamente nas costas da mão grande que a segurava.

Ela ergueu o olhar e viu Gregório, deitado ao lado de Laura.

Ele mantinha os olhos fechados e as sobrancelhas franzidas. O rosto também pálido, com os lábios apertados. Sua camisa branca estava manchada de muito sangue, e não dava para saber de quem era.

O estado dele também parecia péssimo.

A dor estava praticamente estampada em seu rosto de traços finos.

Mas ele apertava a mão dela, e ela não sabia dizer se ele estava consciente ou não.

Não sabia se ele estava sentindo tanta dor que buscava conforto nela, ou se tinha ouvido o seu choro e, de maneira subconsciente, tentava acalmá-la.

— Como... ele está?

Foi Urbano quem silenciosamente mandou que o hotel providenciasse o colchão de resgate.

Preparando tudo com antecedência.

Senão hoje...

Duas vidas teriam se perdido ali mesmo.

Mas o mais importante.

Quando Gregório saltou sem hesitar para pegar Laura, ele nem sequer verificou se havia algum colchão de ar ou qualquer proteção lá embaixo. Ele simplesmente tomou a decisão num instante.

— ...Eu sei. — Celeste não conseguia raciocinar.

Enquanto Laura não saísse sã e salva.

Ela não conseguiria se acalmar.

Ela fechou os olhos, percebendo que não podia continuar daquele jeito.

— Pode voltar para o hotel e lidar com as coisas lá primeiro. Eu consigo ficar sozinha. — As repercussões do que havia acontecido seriam graves, pois quase todos os convidados tinham sido deixados de lado, e ela só conseguiu erguer a cabeça e fazer esse pedido.

— Tudo bem. Já pedi ao meu secretário para resolver isso. A Laura também é minha filha, vou esperar com você. — Vinicius balançou a cabeça.

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