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Nosso Casamento Tinha Prazo romance Capítulo 697

As pupilas de Celeste tremiam.

Na cadeira de rodas, Gregório ergueu a cabeça, e naqueles olhos que pareciam não se importar com nada, não transparecia absolutamente nada que ela quisesse desvendar.

Celeste não teve tempo de se preocupar com o rosto pálido dele.

— Como você sabia de qual plasma a criança precisava? — Ela deu mais um passo à frente, com a respiração trêmula.

Ela perguntou novamente.

O medo avassalador e a incerteza a deixaram sem qualquer confiança.

Mas ela não obteve nenhuma resposta.

Porque Gregório desmaiou.

Ele provavelmente já estava aguentando há muito tempo e, depois de resolver aquele assunto, não tinha mais energia de sobra para esclarecer as dúvidas de Celeste.

— Vou levar o Gregório para fazer os exames da cirurgia primeiro. Daqui a pouco te passo o andar do centro cirúrgico, você já pode ir me tirando da lista de bloqueio — disse Urbano, subitamente desesperado, virando a cadeira de rodas sem se esquecer de avisar Celeste.

Urbano era, de fato, um grande amigo.

Ele também estava preocupado com Gregório e não perdeu um segundo sequer.

Celeste ficou olhando atônita para a direção em que eles haviam saído. Ela certamente sabia o motivo do estado de Gregório, que era até mais grave que o de Laura, afinal, ele havia servido de escudo humano.

Claro.

A imagem de Gregório saltando sem hesitar para pegar Laura ainda estava em sua mente; aquela determinação e firmeza eram assustadoras.

E também a deixavam perplexa.

Afinal, do ponto de vista dele, Laura não tinha a menor relação com ele.

Era até mesmo fruto de uma "traição" dela durante o casamento deles.

E, ainda assim, ele foi capaz de chegar a esse ponto.

Teria ele agido assim por compaixão por uma vida tão pequena, ou haveria algum outro motivo?

— Você quer ir ver o Diretor Souza? — Vinicius se aproximou por trás, olhando para ela. — Eu fico de olho na Laura.

Celeste respirou fundo.

— Com o Urbano lá, não haverá problema.

A porta foi aberta.

— Familiares da paciente? Não há mais perigo agora. Foi apenas um choque hemorrágico causado pela hemorragia inicial que não parava. Fizemos exames detalhados e os órgãos internos da criança estão intactos, com exceção de uma leve fratura no braço, onde houve a pancada que causou o sangramento. Vocês têm certeza de que isso foi causado por uma queda do prédio? — perguntou o médico, ao sair.

Aquilo era bizarro demais.

Se uma criança tão pequena realmente caísse de um prédio, seus órgãos internos seriam completamente esmagados.

Mesmo com um colchão de ar, por ser tão jovem e frágil, as chances de uma tragédia eram enormes.

Contudo.

Havia apenas aquele ferimento superficial.

— Obrigada. — Celeste soltou um suspiro repentino de alívio, como se todas as células do seu corpo tivessem ganhado vida novamente, com as lágrimas marejando nos olhos.

— E sobre o plasma? — perguntou Vinicius.

Celeste também contraiu os lábios instantaneamente.

— O plasma médico também é classificado por níveis, especialmente para pacientes com esse tipo de distúrbio de coagulação, cuja transfusão tem um risco altíssimo de rejeição. As condições de armazenamento para a concentração dos fatores de coagulação são extremamente rigorosas. É por isso que, muitas vezes, esses pacientes precisam viver como bonecas de porcelana, já que qualquer acidente pode se tornar irreversível. Mas o plasma que aquele senhor enviou... — comentou o médico, maravilhado.

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