— Você não precisa disfarçar a sua frieza com palavras tão bonitas. Independentemente de ele querer ou não, isso não é motivo para você me usar como moeda de troca — disse Celeste, recuando instintivamente e franzindo a testa ao ver que ele se aproximava.
Além disso.
Ela não achava que Vinicius tivesse a obrigação de aceitar aquele tipo de chantagem. Além do mais, os negócios não eram decididos apenas por ele; abrir mão de um terreno daquele tamanho de uma hora para outra não seria nada fácil.
A julgar por aquela atitude de Celeste.
Parecia que ela estava defendendo Vinicius, já inventando desculpas para ele antecipadamente.
— Se a tal sinceridade de vocês não supera os interesses imediatos, Celeste, então você sempre será apenas a segunda opção para ele. Isso significa que há inúmeras chances de você ser descartada quando ele pesar os prós e os contras — disse Gregório Souza, afastando-se também lentamente com um brilho obscuro no olhar.
— O que acontece comigo é da sua conta?
Celeste retrucou.
Não havia nenhuma paz verdadeira na convivência entre os dois, e cada palavra que trocavam parecia ser dita para atingir o ponto fraco do outro.
— Não, não é — respondeu Gregório Souza, observando-a em silêncio por um instante.
Com o humor péssimo, Celeste simplesmente se levantou. Sabendo que não conseguiria impedir a família Souza de tirar proveito daquela situação, era impossível que se sentisse bem.
— Nem todas as pessoas são frias e desprovidas de sentimento, igual a você. Ao usar esse método para se beneficiar, você acabou envolvendo e manipular os sentimentos verdadeiros das outras pessoas para ganhar vantagem — disse ela, respirando fundo e olhando mais uma vez para o braço já enfaixado de Gregório Souza, assim como para a perna engessada.
— Sobre a sua perna e os seus machucados, já que prometi ser a sua fisioterapeuta, virei regularmente para preparar os seus remédios e ajudar no tratamento. Eu não vou ficar te devendo essa.
Após dizer isso, Celeste virou as costas sem hesitar e saiu.
Ela não demonstrava o menor sinal de apego àquele que um dia fora o seu lar.
Mesmo que já fosse tarde da noite.
— Peça ao motorista para levá-la — disse Gregório Souza por fim, em um tom suave, continuando sentado na cadeira de rodas enquanto o seu olhar acompanhava a silhueta de Celeste que se afastava.
Dona Glenda, que escutava tudo ali perto, já estava tremendo de medo.
Ao ouvir a ordem, ela assentiu imediatamente e se apressou em sair daquele campo de batalha.

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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Nosso Casamento Tinha Prazo
Meu pressentimento estava correto esse Vinícius não vale nada nem o que o cachorro enterra...
Porque demora tanto a atualizar?...
Por ser um romance,a autora não trás o romantismo,a história não tem um beijo,um abraço.pra mim é uma história sem ápice.Autora dê mais clímax a história....
Que tudo!!!! Esse capítulo autora😎👏👏👏👏👏...
Torcendo pela restauração da família Celeste Gregorio e Laura ❤️❤️❤️...
Não gosto do Vinícius esse cara não me passa confiança que Celeste passe longe dele...
Vai ser uma sacanagem se essa autora mudar a personalidade do Vinicius para ano final dar ela pra o Gregório que claramente é um homem que não apoiou ela nos momentos de maior necessidade como o nascimento da filha, inventa uma situação pra justificar as atitudes dele....
Estou odiando essa história de Celeste e esse Vinícius que raiva da vontade de parar de lê essa merda 😡...
Esse livro está terrível essa autora é uma decepção colocando esse Vinícius e essa winter no caminho da Celeste e Gregorio que ranço 🤬...
Se Celeste ficar com esse Vinícius para mim não valeu apena lê isso 😏...