Alexandre sentava-se no lugar de honra, olhando para ele com uma expressão rígida.
A velha senhora foi a primeira a reagir. Ela se levantou depressa, com o rosto cheio de angústia:
— Gregório, nos diga, o que está acontecendo? Qual é a da Celeste? Aquela filha ilegítima é mesmo sua? Você não está sendo enganado por ela?
Ela pensou em várias hipóteses. Ela já tinha ouvido falar dos problemas em que Celeste se meteu nos últimos dois dias.
A Família Souza, obviamente, não interferiria.
Mas ninguém esperava que Gregório se envolveria pessoalmente naquele momento, assumindo publicamente que a criança era sua filha. E foi uma declaração de amplo alcance, que seria noticiada pela mídia devido à sua doação de fundos educacionais para a Universidade Imperial.
Quando isso acontecesse.
O público e a internet saberiam que Gregório havia sido casado e tinha uma filha.
Gregório abaixou o olhar, jogou o paletó no encosto da cadeira e se sentou antes de dar uma resposta.
— A senhora acha que alguém conseguiria me enganar?
Sua contrapergunta.
Fez com que a senhora ficasse com uma expressão estranha.
— Foi a Celeste quem lhe contou isso? Ela não estaria fazendo isso só para se livrar e limpar os escândalos...
— Vó, a senhora prefere que eu tenha um filho ou que não tenha?
O tom de Gregório permanecia calmo.
A avó reclamou suavemente:
— Menino, como eu não iria querer ver você feliz e com uma família?
— O sangue da Família Souza não pode, de jeito nenhum, andar espalhado por aí. — Alexandre finalmente abriu a boca.
Gregório pegou a xícara de chá e a girou levemente, sendo impossível discernir o que se passava em sua mente:
— A Família Souza é a Família Souza. Amanhã é o dia do casamento da Celeste com o Vinicius. Agora que sabem da verdade, já é tarde demais.
— Como assim, tarde demais? — A velha senhora bateu na mesa. — Com que direito a Celeste se casa com outro levando uma criança da Família Souza?
Alexandre também franziu a testa:
— Amanhã?
Aquele prazo era realmente muito apertado.
Suas palavras fizeram Alexandre estreitar os olhos.
Mas Gregório não disse mais nada.
— Fica a seu critério.
Gregório levantou a mão e massageou as têmporas que ainda latejavam, levantando-se em seguida:
— Mas o tempo não espera por ninguém.
Ele parecia já ter lavado as mãos sobre o assunto, saindo logo após falar.
Não queria dizer mais do que o necessário.
A velha senhora o chamou, mas ele sequer parou.
A avó, tomada pela fúria, disse:
— Eu não esperava que a Celeste fosse capaz de uma coisa dessas. Enganar a todos e apunhalar a Família Souza pelas costas, para depois tentar se casar tranquilamente com a Família Rocha? Isso nunca vai acontecer!
Alexandre ficou imerso em pensamentos por um longo tempo.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Nosso Casamento Tinha Prazo
Parabéns autora muito linda a história da Celeste e Gregório valeu apena ler vou sentir saudades dessa história 👏👏👏...
Muito bom*****...
Celeste e Gregório juntos. Um amor que sobreviveu as grandes tempestades...
Estou só chorando 😭😭😭😭😭...
Essa autora não tem um pingo de respeito pela Celeste, esmaga até o último resquícios de humanidade dela, só valoriza a amante. Misericórdia dá ódio de ler esses livros onde as amantes tem tudo e anda de cabeça erguida....
Top demais eu nunca li u livro tão bom assim, parabéns autora👏👏👏👏👏...
Meu pressentimento estava correto esse Vinícius não vale nada nem o que o cachorro enterra...
Porque demora tanto a atualizar?...
Por ser um romance,a autora não trás o romantismo,a história não tem um beijo,um abraço.pra mim é uma história sem ápice.Autora dê mais clímax a história....
Que tudo!!!! Esse capítulo autora😎👏👏👏👏👏...