Celeste sabia que Gregório ainda estava no hospital.
Ele tinha cancelado toda a sua agenda lotada para fazer companhia ao irmão da sua inesquecível ex, que sequer tinha machucados graves.
Pelo menos, aquilo lhe poupava o trabalho de procurá-lo.
Laura já estava no soro, e o machucado em sua cabeça havia sido desinfetado e tratado.
A menina tinha adormecido.
Celeste arrumou suavemente a coberta ao redor dela.
Seu coração, que havia sido perfurado por uma frieza cruel, começou a se aquecer aos poucos.
Ao ver a mensagem de Dona Glenda avisando que já estava no mesmo andar, ela virou-se e saiu do quarto na ponta dos pés.
Como perdera um dos sapatos, Celeste caminhava mancando, com um pé descalço. Assim que saiu do quarto, perto do corredor virando a esquina, Gregório virou o rosto e fixou o olhar.
Sua visão desceu até notar.
O pé descalço da esposa.
Seus olhos, então, se voltaram para aquele quarto.
— Diretor Souza, a situação na delegacia já foi devidamente resolvida. A Sra. Rocha decidiu não levar o assunto adiante. — A voz de Mateus chegou através do celular.
Com uma mão no bolso e o olhar fixo na direção do quarto, Gregório deu largos passos à frente:
— Ninguém se machucou?
— Acho que sim... — Mateus pareceu incerto e hesitou antes de continuar: — Disseram que havia uma criança no carro da Sra. Rocha, mas quando eu cheguei, eles já tinham ido embora.
O olhar de Gregório escureceu com indiferença:
— Uma criança da Família Rocha?
— Segundo o que ouvi, a senhora a levou consigo. A criança se feriu dentro do carro e eles não podiam perder tempo, então foram buscar atendimento médico imediatamente.
Gregório, a essa altura, finalmente chegou à porta do quarto de hospital.
Ele a observou de soslaio.
Pousando a mão na maçaneta.
— Entendido.
Ao desligar a ligação, ele girou a maçaneta.
A porta se abriu levemente, revelando uma fresta.
— Gregório, precisamos conversar.
A voz repentina de uma mulher soou em suas costas.
Afinal, conhecia o conteúdo melhor do que ninguém.
Sete anos atrás, cada palavra daquele documento fora gravada a fogo em seus ossos.
Mas agora, havia chegado a hora de arrancar o espinho que a castigava por tanto tempo.
Ela tomou fôlego e, com uma tranquilidade absurda, sustentou o olhar opressor dele.
— Gregório, vamos nos divorciar.
As íris de Gregório pareceram escurecer de repente.
Ainda assim, seu rosto não demonstrava nenhum sinal de emoção.
Ele continuava a encará-la, em completo silêncio.
A Celeste, isso não importava mais.
A especialidade de Gregório sempre foi ignorá-la e tratá-la com desprezo congelante.
Dando um passo à frente, ela empurrou o envelope contra o peito dele.
Sua voz soou mais leve do que nunca:
— Não vamos continuar prolongando isso. O nosso fim já estava selado desde o começo. Eu espero você amanhã no cartório. Vou lhe enviar o horário. Não me deixe esperando.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Nosso Casamento Tinha Prazo
Top demais eu nunca li u livro tão bom assim, parabéns autora👏👏👏👏👏...
Meu pressentimento estava correto esse Vinícius não vale nada nem o que o cachorro enterra...
Porque demora tanto a atualizar?...
Por ser um romance,a autora não trás o romantismo,a história não tem um beijo,um abraço.pra mim é uma história sem ápice.Autora dê mais clímax a história....
Que tudo!!!! Esse capítulo autora😎👏👏👏👏👏...
Torcendo pela restauração da família Celeste Gregorio e Laura ❤️❤️❤️...
Não gosto do Vinícius esse cara não me passa confiança que Celeste passe longe dele...
Vai ser uma sacanagem se essa autora mudar a personalidade do Vinicius para ano final dar ela pra o Gregório que claramente é um homem que não apoiou ela nos momentos de maior necessidade como o nascimento da filha, inventa uma situação pra justificar as atitudes dele....
Estou odiando essa história de Celeste e esse Vinícius que raiva da vontade de parar de lê essa merda 😡...
Esse livro está terrível essa autora é uma decepção colocando esse Vinícius e essa winter no caminho da Celeste e Gregorio que ranço 🤬...