Tão calma como se perguntasse se ele já havia comido.
— Pelas injustiças que o meu eu do passado fez você sofrer, me desculpe.
No instante em que Celeste abriu a porta do carro, ouviu a voz levemente rouca de Gregório. Aquele "me desculpe" tinha um tremor no final; ele estava sofrendo por causa daquilo.
Os olhos dela vacilaram.
Parecia que ela havia esperado por aquela frase por muito tempo.
Chegou a deixá-la um pouco atônita.
Era uma frase que o Gregório do passado nunca havia dito.
Sim, ela havia sofrido injustiças no passado.
Se não fossem mencionadas, seria como se nada tivesse acontecido e a página fosse virada.
Como se tudo devesse ser enterrado sob a doce fachada de que ele, na verdade, ainda a amava e que ela deveria compreendê-lo por seus sacrifícios.
Gregório saiu do carro.
Ele caminhou até ela, segurou suavemente seu braço e a encarou profundamente com seus belos e insondáveis olhos.
— Eu sei que agora não me lembro de nada e não posso compensar tudo isso de forma concreta. Você não quer colocar as contas do passado na mesa para acertarmos, talvez porque os nossos problemas não possam ser explicados com grandes palavras. Talvez tudo esteja escondido nos pequenos detalhes, fazendo com que, mesmo sofrendo injustiças, você não consiga expressá-las. Eu entendo. A dor não se mede. Eu passarei o resto da minha vida curando as suas feridas, pouco a pouco. É uma dívida que tenho com você, desde que...
— Você me dê a chance de compensar, está bem?
Olhando para a expressão aparentemente indiferente de Celeste.
A cabeça dele começou a doer novamente. Não sabia se era porque a ferida não havia cicatrizado completamente ou se algo estava corroendo seu cérebro, e a dor se espalhou quase até o coração, como se alguma coisa lutasse desesperadamente para vir à tona.
Fez nascer nele um ódio profundo.
Ódio de si mesmo por não se lembrar de nada agora.
Até mesmo a culpa não podia ser sentida de forma concreta.
Uma rara expressão de desamparo surgiu em seu rosto, misturada com um pouco de dor. Apenas por causa de uma frase sobre eles não se darem bem e sobre ela ter sofrido injustiças, foi o suficiente para fazê-lo sentir como se algo corroesse o fundo da sua alma e lhe tirasse toda a tranquilidade.
Os cantos dos olhos do homem ficaram vermelhos. Ele apertou levemente os lábios finos, sem desviar o olhar dela.
Celeste ficou surpresa.
Não esperava que apenas uma frase causasse uma oscilação emocional tão grande nele.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Nosso Casamento Tinha Prazo
Parabéns autora muito linda a história da Celeste e Gregório valeu apena ler vou sentir saudades dessa história 👏👏👏...
Muito bom*****...
Celeste e Gregório juntos. Um amor que sobreviveu as grandes tempestades...
Estou só chorando 😭😭😭😭😭...
Essa autora não tem um pingo de respeito pela Celeste, esmaga até o último resquícios de humanidade dela, só valoriza a amante. Misericórdia dá ódio de ler esses livros onde as amantes tem tudo e anda de cabeça erguida....
Top demais eu nunca li u livro tão bom assim, parabéns autora👏👏👏👏👏...
Meu pressentimento estava correto esse Vinícius não vale nada nem o que o cachorro enterra...
Porque demora tanto a atualizar?...
Por ser um romance,a autora não trás o romantismo,a história não tem um beijo,um abraço.pra mim é uma história sem ápice.Autora dê mais clímax a história....
Que tudo!!!! Esse capítulo autora😎👏👏👏👏👏...