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Nosso Casamento Tinha Prazo romance Capítulo 95

O acidente de Laura não pôde ser escondido de Walace.

Assim que deram alta para a menina, Walace correu apressado para o hospital.

Ao ver o curativo na cabeça de Laura, o velho ferveu de raiva, mas não teve coragem de dar bronca em Laura por ter fugido escondida.

Apenas apontou sua fúria para Celeste:

— Olha o tipo de traste que você arrumou!

Ele já estava a par de todos os acontecimentos.

Mesmo sendo um mero observador, sentia-se indignado e enfurecido com tamanha frieza!

Celeste não ousou dar um pio.

— Deixe Laura ficar comigo e com a esposa do seu mentor por enquanto. A constituição da menina já é frágil, e passar por isso... com o susto, a febre e o machucado, ela vai precisar descansar e se recuperar por um bom tempo!

Celeste sabia que o Sr. Resende era louco por Laura.

Se Laura arranhasse um joelho que fosse, era como se arrancassem um pedaço da carne do velho coração dele.

— Tudo bem... — Como Celeste ousaria discordar?

Walace já havia praticamente se estabelecido em Cidade Imperial, morando em um condomínio fechado com máxima segurança, fornecido pelo Estado, e Celeste também se sentia relativamente aliviada.

Afinal, ela ainda não havia comprado a própria casa.

Não tinha pressa de arrastar Laura em uma vida instável.

Juliana coçou a cabeça:

— A culpa é minha, eu fui descuidada...

Walace bufou com desdém:

— Por que está assumindo a culpa? Se quer saber, a culpa é daquele desalmado covarde!

— Vovô, de quem você está com raiva? — Laura esticou o pescoço, curiosa.

Walace lançou um olhar significativo para Celeste e respondeu de forma pontual:

— De um canalha. Laura, quando crescer, tem que abrir bem os olhos e não ser como sua mãe, que escolheu a dedo o próprio castigo.

Celeste ficou sem palavras.

Já chegava de broncas.

Laura piscou os olhos e soltou uma pérola surpreendente:

— É do meu pai?

Celeste engasgou no mesmo instante, Laura era inteligente e perspicaz demais.

Gaguejando, tentou negar:

— Não...

Laura virou-se para encará-la, com um tom incrivelmente sério:

— Mamãe, não precisa se explicar. Eu sei que meu pai já morreu.

Celeste:

— ...Ah, sim, claro.

De fato, vivo ou morto, não havia diferença. Inútil como era, às vezes ressuscitava dos mortos apenas para ser um estorvo na vida dela.

Depois de concluírem o processo de alta.

Walace pegou Laura no colo e a levou até o carro.

Fazia questão de cuidar dela pessoalmente.

— Sr. Resende, o que o senhor faz no hospital? Não está se sentindo bem?

— O próprio Sr. Resende é médico. Ele não precisa dessa sua preocupação falsa! — Debochou Juliana.

O sorriso no canto da boca de Dulce diminuiu.

As pessoas ao redor de Celeste eram tão medíocres e de baixo calão quanto a própria. Dulce nem se dava ao trabalho de discutir com alguém assim.

Queria trocar mais algumas palavras com Walace.

Mas Walace mantinha um olhar glacial cravado em Gregório.

— Seu grande desgraçado!

Celeste não imaginava que o velho ficaria tão enfurecido desta vez.

O xingamento saiu bem na cara dele.

Para alguém na posição de Gregório, ninguém jamais o desrespeitara daquela forma.

A ofensa fez até a expressão de Dulce mudar.

Ela não entendia como haviam ofendido o Sr. Resende.

Olhou aflita para Gregório.

Gregório, porém, não pareceu nem um pouco incomodado. Colocou Luana no chão.

Estava prestes a dizer algo.

A janela do carro em frente a Walace se abaixou.

Uma garotinha, agasalhada da cabeça aos pés, de máscara e touca, deixando apenas um par de lindos e expressivos olhos negros à mostra, olhou diretamente na direção de Celeste, estendeu a mãozinha e a chamou subitamente:

— Mamãe?

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