Celeste ficou atônita.
Ela olhou um por um.
Cada um deles tinha o nome dela.
A caligrafia era claramente a dele.
Havia um para cada ano.
Agora, no oitavo ano, havia um total de oito.
Ela sentiu a garganta terrivelmente seca. Não sabia se a luz havia ofuscado seus olhos, mas sua visão ficou um pouco embaçada. Ela percebeu que havia claramente algo mais dentro da bolsinha.
— Tem mais alguma coisa?
Gregório hesitou um pouco antes de colocar a outra pequena coisa em sua palma.
— É isto.
Celeste olhou incrédula para a pequena Pastilha de Leite em sua palma.
A embalagem transparente também estava levemente amarelada, indicando que havia sido guardada por muitos anos. A cor da pastilha de leite lá dentro também havia sofrido uma leve alteração, mas a embalagem estava limpa e muito bem conservada.
Ela reconheceu.
Aquela era a marca de pastilha de leite que ela mais gostava de comer naquela época.
Certa vez, para convencê-lo a tomar o remédio e se tratar, ela havia entregado a ele de propósito.
Mas depois que Gregório partiu sem se despedir, havia um pote de vidro na cabeceira da cama dela, contendo as pastilhas de leite que ela lhe dava todos os dias. Ele não havia comido nenhuma, juntou todas e devolveu a ela antes de ir embora.
Levou apenas uma e a guardou por todos esses anos.
A pastilha que ele guardou se tornou um refúgio precioso no seu coração. Era a prova de que aquele tempo no campo tinha existido de verdade, e servia de consolo para ele.
Ele a amava, sempre a amou profunda e silenciosamente.
Uma lágrima caiu sem aviso sobre a embalagem.
A expressão originalmente preguiçosa de Gregório congelou instantaneamente. Ele segurou os ombros dela e inclinou-se para olhá-la.
— Por que está chorando?
Celeste levantou a cabeça para encará-lo.
De repente, sentiu que o homem à sua frente não era real.
Ela inesperadamente sentiu um medo novamente, o medo de que ele, naquele momento, fosse uma ilusão, algo que ela havia imaginado.
Celeste ficou na ponta dos pés, abraçou o pescoço dele e, sem dar explicações, ofereceu-lhe os lábios.
As pupilas de Gregório se contraíram.
Ele ficou atordoado por apenas dois segundos, antes de voltar a si de repente, apertando-a firmemente em seus braços e respondendo apaixonadamente ao beijo dela.
Como se fosse um reencontro após uma longa separação, como se ambos quisessem confirmar que a pessoa à sua frente era real.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Nosso Casamento Tinha Prazo
Parabéns autora muito linda a história da Celeste e Gregório valeu apena ler vou sentir saudades dessa história 👏👏👏...
Muito bom*****...
Celeste e Gregório juntos. Um amor que sobreviveu as grandes tempestades...
Estou só chorando 😭😭😭😭😭...
Essa autora não tem um pingo de respeito pela Celeste, esmaga até o último resquícios de humanidade dela, só valoriza a amante. Misericórdia dá ódio de ler esses livros onde as amantes tem tudo e anda de cabeça erguida....
Top demais eu nunca li u livro tão bom assim, parabéns autora👏👏👏👏👏...
Meu pressentimento estava correto esse Vinícius não vale nada nem o que o cachorro enterra...
Porque demora tanto a atualizar?...
Por ser um romance,a autora não trás o romantismo,a história não tem um beijo,um abraço.pra mim é uma história sem ápice.Autora dê mais clímax a história....
Que tudo!!!! Esse capítulo autora😎👏👏👏👏👏...