Ao ver aquela figura deitada na cama, o coração inexplicavelmente tenso de Dante pôde finalmente respirar. Ele soltou um suspiro silencioso e um calor espalhou-se por seu peito.
Por que ele estava se preocupando tanto?
Talvez fosse porque ele andava ocupado ultimamente, e Juliana também, o que o fez pensar que havia algum problema entre os dois.
Dante ficou parado na porta por um momento.
Tirou o paletó em silêncio. O sono de Juliana era muito leve. Ela costumava trabalhar até tarde e seu relógio biológico era confuso. Quando ele voltava tarde do trabalho por causa de eventos sociais, já estava acostumado a andar na ponta dos pés. Ele dominava essa delicadeza perfeitamente.
Depois de tomar banho no quarto ao lado.
Dante voltou e deitou-se na cama.
As luzes do quarto estavam apagadas.
Ele sentiu o perfume suave da Juliana. Ela usava sempre a mesma fragrância durante todos esses anos, e ele já tinha aquele cheiro gravado na memória. Se ele não sentisse o cheiro dela ao dormir, nem conseguiria descansar direito.
— Desculpe, voltarei mais cedo de agora em diante. — Ele baixou a voz e estendeu a mão para abraçar Juliana.
Juliana tinha memória corporal dele. Mesmo dormindo, ela imediatamente encontraria uma posição confortável para se aninhar em seus braços.
Mas quando ele a abraçou, Juliana não se moveu.
Dante olhou para ela na escuridão.
— Ainda está acordada?
Ou estava fingindo dormir?
Juliana não disse nada.
E não se moveu.
Dante mostrou um pouco de impotência, com um sorriso nos lábios, tentando agradá-la:
— Não farei mais isso, está bem? Hoje foi a última vez. Eu sei que você tem um gênio forte. Antes, quando ficava brava, passava dez ou quinze dias sem falar comigo.
A mulher em seus braços continuava quieta.
Dante estendeu a mão para beliscar a bochecha dela.
— Diga, o que eu tenho que fazer para você não ficar brava? Eu faço, está bem?
A bochecha de Juliana estava fria ao toque.
Dante instintivamente tocou a mão dela, que também estava fria.
Ele franziu a testa.
A casa sempre mantinha uma temperatura constante. Embora fosse fevereiro e houvesse uma onda de frio, a casa estava quente. Antes, mesmo quando as mãos e os pés dela estavam frios, bastava aquecê-los um pouco para esquentarem.
Mas hoje, ao tocá-la, não sentia nenhum calor voltando.
Dante achou que ela estivesse doente. Seu coração apertou e ele imediatamente estendeu a mão para acender a luz.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Nosso Casamento Tinha Prazo
Parabéns autora muito linda a história da Celeste e Gregório valeu apena ler vou sentir saudades dessa história 👏👏👏...
Muito bom*****...
Celeste e Gregório juntos. Um amor que sobreviveu as grandes tempestades...
Estou só chorando 😭😭😭😭😭...
Essa autora não tem um pingo de respeito pela Celeste, esmaga até o último resquícios de humanidade dela, só valoriza a amante. Misericórdia dá ódio de ler esses livros onde as amantes tem tudo e anda de cabeça erguida....
Top demais eu nunca li u livro tão bom assim, parabéns autora👏👏👏👏👏...
Meu pressentimento estava correto esse Vinícius não vale nada nem o que o cachorro enterra...
Porque demora tanto a atualizar?...
Por ser um romance,a autora não trás o romantismo,a história não tem um beijo,um abraço.pra mim é uma história sem ápice.Autora dê mais clímax a história....
Que tudo!!!! Esse capítulo autora😎👏👏👏👏👏...