Ela simplesmente colocou o lenço na pia, ao lado da mão dele. Nem se deu ao trabalho de laválo.
Bernardo olhou para a expressão de Mirella. Ela também estava sorrindo, parecendo bastante educada.
Mas provavelmente havia percebido a gravidade da sua fobia de germes.
E, possivelmente, sentiu-se um pouco ofendida.
De qualquer forma, qualquer pessoa se sentiria ofendida ao ser tratada como se fosse algo contaminado.
Bernardo curvou os lábios.
— Certo, eu cuido disso.
Mirella assentiu e virou-se para sair.
Enquanto caminhava, sentia-se indignada. Ela parecia tão desleixada assim? Que tipo de pessoa tem uma fobia de germes tão severa por causa de um toque acidental? Será que toda vez que ela vinha, o sofá em que sentava e as coisas em que tocava eram desinfetados de cima a baixo por ordem desse homem?
Então o que ele estava fazendo no mundo real? Deveria logo encontrar uma câmara de oxigênio e se trancar lá dentro.
Bernardo, é claro, percebeu que Mirella havia ficado incomodada.
Ele era realmente assim. Desde pequeno, foi mimado pela família. Era muito exigente com as pessoas, objetos e tudo o resto. Realmente tinha fobia de germes e não gostava de contato físico com ninguém.
Só que os outros sempre percebiam e cooperavam com um sorriso no rosto.
Era a primeira vez que alguém fazia uma alfinetada disfarçada como a de Mirella.
Bernardo olhou para o lenço.
Chamou um empregado:
— Jogue fora.
Ele estava acostumado a fazer as coisas do seu jeito e, naturalmente, não daria importância a esse incidente.
Ela era só uma profissional contratada para gravar o documentário de Enzo. Assim que as gravações terminassem, cada um seguiria o seu caminho. Esse pequeno atrito não faria mal a ninguém.
-
Mirella também não ficou remoendo o assunto.
Embora tivesse sido tratada como uma bactéria, a sua maior qualidade era ter um coração forte, capaz de deixar as coisas para trás a qualquer momento. Felizmente, o pequeno Enzo era muito bonzinho.
Muitas crianças autistas, na verdade, costumam ter explosões emocionais repentinas, crises de choro, automutilação e dificuldade para se comunicar, entre outros sintomas. Mas Enzo quase não tinha nada disso.
Não chorava, não fazia birra, não surtava.
Apenas era muito fechado.
Não dava atenção a ninguém e a sua capacidade de cuidar de si mesmo era muito fraca.


Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Nosso Casamento Tinha Prazo
Parabéns autora muito linda a história da Celeste e Gregório valeu apena ler vou sentir saudades dessa história 👏👏👏...
Muito bom*****...
Celeste e Gregório juntos. Um amor que sobreviveu as grandes tempestades...
Estou só chorando 😭😭😭😭😭...
Essa autora não tem um pingo de respeito pela Celeste, esmaga até o último resquícios de humanidade dela, só valoriza a amante. Misericórdia dá ódio de ler esses livros onde as amantes tem tudo e anda de cabeça erguida....
Top demais eu nunca li u livro tão bom assim, parabéns autora👏👏👏👏👏...
Meu pressentimento estava correto esse Vinícius não vale nada nem o que o cachorro enterra...
Porque demora tanto a atualizar?...
Por ser um romance,a autora não trás o romantismo,a história não tem um beijo,um abraço.pra mim é uma história sem ápice.Autora dê mais clímax a história....
Que tudo!!!! Esse capítulo autora😎👏👏👏👏👏...