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Nosso Casamento Tinha Prazo romance Capítulo 993

O celular de Juliana tocou.

Ela assentiu para Bernardo.

— Tudo bem, só vou atender essa ligação.

Era uma ligação de Celeste Lopes.

Da última vez que Celeste a visitou, ficou apenas três dias.

Bernardo fez um gesto para que ela ficasse à vontade.

Juliana passou por ele e foi em direção à varanda.

No entanto, aquela ligação trouxe uma surpresa inesperada e alegre para Juliana, pois Celeste disse:

— Eu estou grávida.

Juliana ficou radiante:

— De quanto tempo?

Celeste respondeu:

— Mais de dois meses. Vim para Cidade Siren a trabalho, me senti mal e fui ao hospital pegar um remédio. Foi assim que descobri.

Ela estava tão atarefada que acabou se descuidando.

Nem sequer havia notado as mudanças em seu próprio corpo.

Juliana perguntou:

— E quais são os planos de você e do Gregório Souza agora?

— Bem... ele já estava preparando o casamento escondido de mim. Mas, pensando na sua situação, ele não pretende fazer a cerimônia em Cidade Imperial. Vamos fazer em Cidade Siren, assim você poderá ir. Além disso, a privacidade será maior e você não correrá o risco de esbarrar com aquela pessoa.

Dante Dantas passou quase um ano todo na Cidade Imperial. Ele vivia preso à Mansão do Casamento, o lugar onde tinha morado com Juliana.

Diziam que ele voltava para lá todos os dias.

O sorriso nos lábios de Juliana diminuiu.

— Tudo bem. Sinto muito por fazer vocês mudarem os planos por minha causa. Na verdade, eu nem precisaria ir, para evitar qualquer problema.

Ela estava muito preocupada em acabar prejudicando Celeste e Gregório.

— Deixe de ser boba, nós já pensamos em tudo isso. Não vamos convidar ninguém que te conheça para o casamento, e a mídia não terá acesso ao local. Mesmo que haja alguém que te conheça, não terá nenhuma relação com o Dante, então não haverá risco de ser descoberta.

Juliana olhou para o horizonte.

O tempo parecia, de fato, ser o melhor curador.

Embora ainda sentisse uma dor latente de vez em quando, pelo menos já não era fatal.

— Certo. Já que você está em Cidade Siren, eu estou perto. Vou aí te ver.

Como Celeste não estava se sentindo bem, ela não conseguia ficar tranquila.

Celeste não recusou. Após pensar um pouco, disse:

— Juliana, você precisa seguir em frente. Nem todo mundo é tão sem coração. Não quero que você fique presa a ele, e muito menos que perca a esperança.

Juliana entendeu o que Celeste queria dizer.

Seus olhos tremeram levemente.

Por fim, deu uma risada descontraída.

— Eu não acredito mais no amor. Interesses são muito mais sólidos do que o amor.

Bernardo tinha acabado de chegar à porta.

Foi pego de surpresa ao ouvir o desabafo sorridente da mulher.

Mesmo que ela falasse com ar despreocupado, ele percebeu uma amargura difícil de descrever, que fez o seu coração apertar por um momento.

A ligação terminou.

Juliana se virou.

E, de repente, seus olhos se encontraram com os de Bernardo, que segurava uma xícara de café.

A postura do homem era relaxada, seu olhar não era severo. Na maior parte do tempo, ele sorria, parecendo ser uma pessoa fácil de conviver. No entanto, ele tinha um rosto de "mulherengo", atraente demais, o que lhe dava um ar sedutor.

Isso se não soubessem da sua grave mania de limpeza.

Juliana achava que, muito provavelmente, ele tinha uma namorada em cada cidade.

— Estava passando. Se importa? — perguntou Bernardo.

O que significava que ele havia ouvido a conversa dela.

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