Quase no segundo seguinte, uma mão agarrou o pulso de Juliana com força. A mão estava gelada e trêmula, como se temesse machucá-la se apertasse demais, ou que ela desaparecesse se soltasse.
O sangue de Juliana gelou.
Ela ficou completamente paralisada.
Ao levantar a cabeça, encontrou os olhos do homem, injetados de sangue.
Apesar de não se verem há apenas nove meses, Dante Dantas ainda era o mesmo, mas parecia ter perdido a vontade de viver. Já não era tão vibrante; em seu olhar, restava apenas uma depressão sombria.
E, neste exato momento.
O olhar dele para ela era de partir o coração. A respiração ofegante e a emoção de recuperar algo perdido após a incredulidade transbordavam em seus olhos.
— Juliana... você não morreu... você não morreu? — A voz de Dante ainda tremia. Ignorando a multidão, ele a puxou para um abraço apertado. — É você, não é? Isso não é um sonho, é? Juliana, minha Juliana, você voltou, não é?
Ele não conseguia acreditar.
Alguém que já estava "morta" há tanto tempo apareceu de repente diante de seus olhos.
Durante todo esse tempo, ele teve pesadelos diários. Todas as noites sonhava com o dia em que Juliana havia morrido; ele chorava impotente enquanto abraçava o corpo frio dela. Todos os dias, era lembrado de que sua Juliana o havia deixado para sempre.
Ele guardava a Mansão do Casamento todos os dias.
Como se só assim pudesse sentir o último resquício da presença dela.
Ele viveu em um estado de torpor por tanto tempo.
Até mesmo sentia que a vida não tinha esperança. Sem Juliana, parecia que ele não tinha mais nenhuma expectativa por aquele mundo e vida miseráveis. Vivia em um purgatório diário, incapaz de se redimir.
Mas hoje.
O pai dele, que foi promíscuo a vida toda, estava gravemente doente.
Foi por isso que ele teve que voltar.
Mas não esperava ver sua Juliana novamente.
Ele chegou a pensar que estava tão doente que estava tendo alucinações.
Mas o calor em seus braços fez Dante tremer incontrolavelmente. Ele a abraçou ainda mais forte, sem se importar com a falta de decoro. As lágrimas escorriam sem parar.
— Juliana, você voltou. Eu errei, eu fiz você sofrer. Você pode me punir como quiser, só não...
— Me assuste desse jeito, está bem?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Nosso Casamento Tinha Prazo
Parabéns autora muito linda a história da Celeste e Gregório valeu apena ler vou sentir saudades dessa história 👏👏👏...
Muito bom*****...
Celeste e Gregório juntos. Um amor que sobreviveu as grandes tempestades...
Estou só chorando 😭😭😭😭😭...
Essa autora não tem um pingo de respeito pela Celeste, esmaga até o último resquícios de humanidade dela, só valoriza a amante. Misericórdia dá ódio de ler esses livros onde as amantes tem tudo e anda de cabeça erguida....
Top demais eu nunca li u livro tão bom assim, parabéns autora👏👏👏👏👏...
Meu pressentimento estava correto esse Vinícius não vale nada nem o que o cachorro enterra...
Porque demora tanto a atualizar?...
Por ser um romance,a autora não trás o romantismo,a história não tem um beijo,um abraço.pra mim é uma história sem ápice.Autora dê mais clímax a história....
Que tudo!!!! Esse capítulo autora😎👏👏👏👏👏...