Nosso Passado Capítulo Quatro - 6

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Parte 6...

Eles terminaram de comer e Felipe levantou, deixando a louça usada na pia.

— Infelizmente, não vou poder ficar, mas eu volto como combinamos - ele lhe deu um beijo leve no rosto.

— Volte logo - apertou os lábios — Sinto falta de um rosto amigo ao meu lado - apertou seu braço.

— Nós também estamos com saudade de você e as crianças não param de falar.

— Não deixe que os dois façam bagunça em casa.

— Não se preocupe - ele sorriu e a abraçou.

Antes de sair, Felipe parou e se virou para ela, a olhando de modo carinhoso e preocupado.

— Por favor, Anelise, cuide-se bem. Cuidado com essa gente. Lembre-se de que Haroldo fez tudo para manter você protegida do que lhe fizeram. E eu ainda estou aqui. Tenho receio de que se subir muito alto, possa cair e se machucar de novo.

Ela ficou emocionada pelo carinho de Felipe e sabia que ele tinha razão no que dizia.

— Eu entendo - o abraçou de novo — E agradeço por você estar sempre comigo - beijou sua bochecha de leve.

Quando Felipe saiu, viu que um carro passou devagar em frente da casa e fechou a cara, observando enquanto o carro seguia. Só faltava gente curiosa remexendo na vida dela. Acenou para ela e saiu para pegar o carro alugado e voltar o quanto antes.

— Eu ligo hoje à noite para mais informações - ele disse antes de ligar o carro.

Ela ficou olhando o carro seguir até que virou a esquina e fechou a porta. Tinha meia hora para sair e ir ao restaurante. foi ótimo ver Felipe logo cedo, mas não gostou que Hugo o enviasse sem falar com ela antes. Tinha dito que não havia pressa.

***************

A campainha tocou de novo. Ela achou que talvez Felipe tivesse esquecido de algo. Foi atender rápido e para sua surpresa, era Luiza, parada em sua porta.

Depois de um segundo Anelise sorriu debochada e a olhou parada em sua pequena varanda, destoando de tudo ali. Dura como uma das colunas que seguravam o telhado.

Em sua roupa cara, toda de marrom, o cabelo preso e mãos nervosas que apertavam a alça da bolsa cara de grife.

— Nossa... A realeza em minha humilde residência - fez uma cara de espanto, brincando com a outra — Será que vai ter coragem de pisar no mesmo chão que eu? - ela inclinou a cabeça

Quero lhe falar - Luiza disse rígida, feição

— Ah.. - ela balançou a cabeça e ficou de lado para que a mulher passasse. Fez um gesto com a mão para

A mulher entrou andando devagar e olhando tudo em volta, com olhos meio fechados, em um claro desdém pelo lugar. Anelise correu e se jogou no sofá, esticando as pernas, deixando uma cadeira de madeira para ela sentar.

Ela tinha usado aquela cadeira para se apoiar quando fez uma hora de exercício no dia anterior e a largou ali para usar de novo. Esperou que Luiza sentasse.

— Fale - cruzou os braços.

— Eu vou ser direta - ela apertou a bolsa no colo.

— Claro, é melhor mesmo.

Sabe que não gosto de você - ela abriu a bolsa e pegou um bloco de cheques — Vou ser generosa dessa vez - pegou uma caneta e começou a escrever na folha — Parece que da outra vez não foi

observou com um sorriso cínico. Não acreditava como podia ter tido medo daquela mulher. Só mesmo a falta de experiência na vida para

- ela destacou a folha do bloco e esticou a mão, mas Anelise não se mexeu — Vamos... É uma boa quantia. São duzentos

Anelise segurou o riso, a encarando.

é mais do que você já teve

calmamente e cruzou as

Você já aceitou meu dinheiro antes - Luiza disse

Eu fui embora sem nada - ela