Nosso Passado Capítulo Seis - 7

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Parte 7...

— Farei isso na hora certa.

— Porque não divide mais as obrigações?

— Seu irmão fazia assim.

— E está morto - ele respondeu de modo seco.

Ela não gostou do tom de voz dele.

— Eu sei bem disso, mas eu devo muito a ele e não vou fazer nada que não seja de acordo com o que ele me ensinou - respondeu fria.

— Eu sei, mas você também fez muito por meu irmão, Anelise. Ele era muito feliz ao seu lado e antes só vivia para o trabalho. Ele bateu o olho em você e se transformou em outro - falou baixo — Os tempos são outros agora, você tem que viver mais, passar mais tempo com os filhos.

Anelise não gostava quando ele falava como se ela não desse atenção aos filhos e isso era mentira. Ela sempre compensava suas faltas e sabia que as crianças estavam bem cuidadas.

O que ele queria era fazer com que se sentisse culpada por seguir os passos do marido.

— Eu divido meu tempo muito bem - ele ficou corado — E realmente Hugo, às vezes penso que tem raiva de mim.

— Eu? - ele deu um sorriso forçado — Que bobagem.

— Se você diz - ela apertou os lábios e olhou para Felipe que ouvia tudo com atenção — E você já fez o contato que lhe passei, sobre os Mazzaro?

— Já sim, mas ainda não tive sucesso. Os dois me parecem que querem mesmo se livrar de Mathias e de sua mãe. Parece que eles barram muitos projetos que poderiam melhorar os índices de ganho da empresa.

— Eu sei - ela disse firme — Quero que consiga que as ações venham para nós.

Você está deixando o lado pessoal

não estou - fechou o semblante — Já estou com o acordo da Free Carnes em mãos. Eles aguardam minha resposta apenas. Estou fazendo o que me comprometi a fazer. Apenas quero dois coelhos com uma porrada só - ergueu o queixo — Expandir é complicado e arriscado, porém vale a pena. Problema deles se me deram a chance de me vingar ao mesmo tempo. Consiga essas procurações, Hugo. Preciso delas logo - ordenou.

Eu vou conseguir - respondeu

Eles mudaram de assunto e se misturaram de novo aos convidados. Hugo a deixou e Felipe saiu para fazer uma ligação. Ela enredou uma conversa com o senador que parecia bem interessado no projeto de expansã dela, vendo que teria muito a ganhar se levasse uma filial de sua empresa para seu estado.

Do outro lado do salão ela viu o cunhado conversando com um homem que parecia desconfortável, olhando para os lados de modo suspeito. Ela franziu a testa. Falaria com Felipe depois sobre isso. Não tinha reconhecido o homem.

foram chamados para se reunirem no outro salão onde iriam jantar e ela procurou Felipe para tomar eu lugar ao lado dela.

— Me procurando? - ele apareceu atrás dela.

sim - sorriu — Vamos? - deu o braço a

quer ficar ao lado de seu

Não. Você é o meu acompanhante hoje - ela sorriu encostando o ombro nele — Sempre era você quando o Haroldo estava viajando e eu tinha que comparecer a

Verdade. E no começo você era bem

Era mesmo. Mas as aulas de etiqueta foram minha salvação - ela recordou enquanto se dirigiam ao salão lateral — E você me dava muito

dei e sempre vou dar - bateu em sua

Eu sei - ela abriu um