Nosso Passado Capítulo Um - 8

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Parte 8...

— Agora vamos ver quem não vai dormir - Felipe riu.

— Me conta uma história, Felipe?

— Qual você quer?

— A do herói japonês.

— Que história é essa? - Anelise alisou a cabeça do filho e o beijou na bochecha.

— O Felipe está me contando um monte de histórias, mãe - ele riu — Essa ainda falta terminar.

— Vou contar só uma e você vai dormir - Felipe avisou.

— Certo.

Felipe o colocou no chão.

— Você não deveria viajar agora. Ainda está se recuperando - falou para ela.

— Eu também acho - Ludimila pegou Bianca no colo — Dê um beijo de boa noite na mamãe e vamos para o quarto.

— Boa noite, boneca - a beijou — Durma bem.

Felipe ainda pediu que ela adiasse ou o levasse com ela, mas Anelise negou.

— Sou seu guarda-costas - lembrou-a.

— E é excelente - tocou seu ombro — Mas prefiro que fique ao lado das crianças.

— E a gente vai brincar - Alan o abraçou.

— Viu só que serviço bom? - ela riu — Onde vai ganhar um abraço gostoso assim?

— Só mesmo aqui - ele riu e saiu levando Alan pela mão.

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Depois de três dias organizando o que faltava para a viagem e em casa, ela pegou um voo para São Paulo.

Ficou hospedada em uma pousada simples de onde sairia na madrugada seguinte para pegar o ônibus que a levaria até São Bernardo do Campo, onde desceria na rodoviária bem em frente da loja de artesanatos que pertencia a Camila, uma prima de Mathias e muito fofoqueira.

Bastava que ficasse rodando pela rodoviária como quem não queria nada até que ela a visse. E se desse sorte, a fofoca chegaria depressa até a casa dele. Como queria que acontecesse.

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e pegou as duas malas no compartimento de carga do ônibus. Era estranho retornar após tantos anos, mas se tinha que ser assim ela se acostumaria rápido. Viajou de forma simples para não levantar suspeita de que tinha dinheiro.

As roupas eram bem comuns. Tênis, jeans, camiseta. Sem maquiagem cara, só um batom. Nada de joias ou qualquer coisa que mostrasse que era extremamente rica.

Seu coração começou a disparar no momento em que o ônibus passou pela divisa da cidade e cada vez mais ia ficando mais acelerado. Mas ela estava bem. Tinha planejado isso.

Mesmo sendo cedo, o dia já mostrava que seria quente. Aproveitou para comprar um refrigerante, algo que ela não tomava há três anos e escolheu um banco bem em frente da loja onde poderia ser notada.

Viu que dentro da loja havia algumas pessoas juntas, mas evitou ficar olhando, queria ser vista. Era melhor assim.

E deu certo.

Após alguns minutos enrolando para beber o refrigerante que começava a esquentar, ela viu de canto de olho que uma pessoa se aproximava devagar.

— Não... Acredito!

Ela se virou devagar e encarou a mulher parada ao lado dela com as mãos na cintura.

Anelise? É você mesma?- perguntou em espanto.

Oi - disse de

Garota - bateu as mãos — Pensei que tinha me enganado, tinha que ver de perto pra ter

Sou eu sim - continuou falando com jeito relaxado — Me desculpe... - fingiu — Você quem

Camila - abriu os braços sorrindo — Sou prima do Mathias, esqueceu

Ah... - tocou a própria testa — Sempre fui ruim com rostos - levantou — Como

Na mesma de sempre - ela revirou os olhos — As coisas aqui são as mesmas. E você, tanto

- suspirou dramática — Sabe

Que surpresa te ver aqui - ela cobriu a boca com a mão, franzindo os olhos — Ah, sua avó morreu, né... Sinto

- pegou as malas — Foi por isso que

Ah, claro - mexeu a cabeça — Por causa da casa não é? Vai vender ou vai morar

sei ainda - se fez