Se fosse outra pessoa, a garotinha talvez hesitasse, mas, sendo as palavras de seu pai, ela obedeceu sem sequer pensar duas vezes.
Com uma voz infantil e doce, ela chamou o vovô Freitas: — Olá, bisavô, eu sou a Maia.
Era um tratamento simples, sem nada de especial. No entanto, provocou uma onda repentina e violenta no coração do patriarca, fazendo com que suas emoções ficassem à flor da pele.
Só Deus sabia há quanto tempo ele desejava ser bisavô.
A bem da verdade, Francisca era a verdadeira neta da família Freitas, mas, devido a problemas de saúde, a família nunca esperou que ela gerasse herdeiros para dar continuidade à linhagem.
Mas como alguém como o vovô Freitas poderia suportar ver a família sem sucessores? Por isso, ele havia depositado todas as suas esperanças em Vicente Freitas, seu neto mais velho, não hesitando em pressioná-lo e até mesmo arranjar um noivado.
O problema era que, nos últimos anos, aquele rapaz passava os dias fora e nunca voltava para casa. Quando finalmente retornou, alegou estar com problemas de saúde. Após a última conversa que tiveram, o idoso ficou deprimido por muito tempo. Seria possível que a família deles não tivesse meios de ter um descendente próprio?
Mas agora, ao ouvir Maia chamá-lo de bisavô, aquele coração paternal que não tinha onde se abrigar transbordou em um instante.
Naquele momento, qualquer questão sobre laços de sangue foi deixada de lado. Ele não se importava com mais nada; a partir de então, aquela criança seria a filha de seu neto, a pequena bisneta da família Freitas!
O vovô Freitas imediatamente abraçou a menininha. A pequena era macia e fofinha, como um doce de coco, com traços delicados e lindos que lembravam uma boneca de porcelana. Era exatamente como todos diziam: impossível não se encantar ao olhar para ela.

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