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O Arrependimento Dele - Ex-Marido Me Quer de Volta romance Capítulo 203

— Para onde exatamente estão nos levando? — Daven murmurou, os olhos fixos na estrada à frente.

O carro continuava se afastando cada vez mais do centro da cidade. Ele não conhecia SunCity em detalhes, mas sabia que a cidade não era tão grande assim. Não como Mighatan, a verdadeira capital econômica do país.

— Já pedi para os funcionários do apartamento garantirem que seu estoque de café esteja abastecido, senhor Daven.

O comentário repentino de Arsen fez Daven virar discretamente o rosto. Os dois trocaram um olhar rápido, silenciosamente reconhecendo a mesma coisa, havia algo errado naquela reunião.

Mas nenhum deles podia agir impulsivamente.

Um movimento errado... E poderiam acabar encurralados. Ou pior, completamente sem saída.

— Obrigado! — Respondeu Daven casualmente. Pelo canto dos olhos, conseguia perceber claramente que estavam sendo observados.

Depois de quase uma hora de viagem, o carro finalmente começou a desacelerar.

O destino era completamente diferente do que Daven imaginava.

Uma espécie de lodge moderno e luxuoso erguia-se sozinho no meio de uma silenciosa floresta de pinheiros. Distante do barulho de SunCity, o lugar parecia tranquilo.

Tranquilo demais.

A cena trouxe à memória um dos resorts da família Callister, lugares para onde iam durante feriados apenas para descansar e compartilhar refeições juntos. Sua família havia comprado aquela propriedade principalmente pela paisagem natural, embora ela ficasse a horas da mansão principal dos Callister.

— Por aqui, senhor Daven.

Um dos funcionários abriu a porta do carro com uma reverência respeitosa.

Daven saiu ajustando o blazer enquanto seu olhar afiado percorria todo o ambiente ao redor. Pinheiros enormes cercavam completamente a propriedade, e a única entrada era a estrada sinuosa pela qual haviam acabado de passar. Alguns veículos cruzaram o caminho deles durante o trajeto, mas aquela região estava longe de ser movimentada.

Vamos ver qual jogo Harold está tentando montar... Pensou Daven enquanto avançava calmamente.

Arsen e Andy o seguiram de perto, ambos tensos. Andy já parecia preparado para o pior.

De dentro do lodge, um homem saiu apressado com um sorriso exageradamente amigável.

— Bem-vindo, senhor Daven. Por favor, entre. O senhor Harold já está esperando.

Daven respondeu apenas com um leve aceno. Seus olhos continuaram analisando tudo: O estacionamento amplo quase vazio, os pinheiros intermináveis, o silêncio desconfortável que pressionava o ambiente inteiro.

Arsen aproximou-se discretamente e sussurrou tão baixo que mal podia ser ouvido, embora mantivesse a postura perfeitamente calma.

— Senhor Daven... Este lugar fica longe demais da cidade. Se algo der errado, sair daqui não será fácil.

Os lábios de Daven se curvaram num sorriso quase divertido.

— Não se preocupe. Apenas diga para Andy permanecer atento.

Arsen engoliu em seco.

Como Daven conseguia continuar tão calmo?

Se fosse sincero consigo mesmo, nunca haviam enfrentado uma intimidação daquele nível antes. E, por algum motivo, uma sensação ruim não saía de seu peito. Qualquer negociação que Harold quisesse... Provavelmente não aconteceria por vontade própria.

Mesmo assim, Arsen tentou seguir as ordens do chefe. Aproximando-se de Andy, murmurou discretamente:

— Fique atento. Nossa prioridade é a segurança do senhor Daven.

— Sim, senhor Arsen. Entendido. — Andy assentiu imediatamente.

— Por aqui, senhor Daven.

— Relaxante? — Seus lábios formaram um sorriso fino. — Eu chamaria isso de isolado. O lugar perfeito para conversas que ninguém mais deveria ouvir.

Harold soltou uma gargalhada, batendo amigavelmente no ombro de Daven como se fossem velhos amigos.

— Você realmente gosta de brincar. Não há motivo para desconfiança. Apenas prefiro conversar em lugares como este. Muito mais privado. Venha, sente-se. Vamos manter tudo civilizado.

Daven o seguiu até o que parecia ser uma sala de reuniões privativa. No centro havia uma longa mesa de mogno cercada por cadeiras de couro preto perfeitamente alinhadas. Uma luminária moderna pendia acima deles, espalhando uma luz quente que contrastava violentamente com a tensão no ambiente.

Mas o que mais chamava atenção era a parede ao fundo.

Uma enorme estrutura de vidro grosso revelava toda a floresta de pinheiros do lado de fora. As árvores erguiam-se altas e retas, como soldados silenciosos protegendo aquele lugar, enquanto a luz dourada do fim de tarde atravessava a mata e refletia suavemente sobre o chão de madeira brilhante.

Na superfície, o ambiente parecia transmitir paz. Como se convidasse qualquer pessoa a se sentar, tomar um café e relaxar.

Mas, para Daven... Aquilo estava errado.

Calmo demais.

Perfeitamente organizado demais.

Como uma armadilha cuidadosamente preparada para fazê-lo baixar a guarda.

Harold ergueu a mão num gesto amigável, como se quisesse transmitir conforto.

— Olhe em volta... Essa vista não acalma você? Sem barulho da cidade. Sem imprensa bisbilhotando. Apenas nós... E os pinheiros.

Daven lançou um olhar para a floresta além da parede de vidro antes de voltar-se lentamente para Harold com um pequeno sorriso.

— Calma, sim. Mas às vezes... A calmaria apenas esconde a tempestade.

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