— O que você está aprontando hoje? — A voz de Chase soou calorosa do outro lado da linha, leve e descontraída, como se ele não tivesse uma única preocupação desde a manhã.
Althea soltou uma risadinha enquanto levava um pedaço de melão à boca.
— Nada demais. Todas as minhas coisas e as do Josh já estão arrumadas. Então, quando chegar a hora de voltar para SunCity, é só irmos.
— Ótimo. — Chase soltou um suspiro carregado de alívio. — Eu estava preocupado achando que você teria dificuldade para organizar tudo. Ainda bem que deu certo.
— Eu já estou acostumada a cuidar das coisas sozinha, sabia? — Ela provocou, fingindo estar ofendida. — Além disso, Josh ajudou... Embora tenha corrido mais pela suíte do que realmente arrumado alguma coisa.
Chase caiu na gargalhada.
— Isso parece mesmo com ele. O Josh nunca para quieto. Seria estranho vê-lo silencioso, não acha?
— Você não está errado. — Althea sorriu, aproveitando aquele momento tranquilo. — E você? Não devia estar ocupado?
— Minhas mãos estão trabalhando e meus olhos estão presos em papéis... Mas eu simplesmente não consigo evitar querer ouvir sua voz. Senti sua falta, Althea.
— Meu Deus! — Althea riu alto. — Você entrou na puberdade agora? Fica provocando sua namorada sempre que quer?
— Claro que não. — O tom de Chase carregava diversão. — Mas é a verdade, e isso é o mínimo que eu posso dizer pra você.
— Tá, tá... O que você disser.
— Ah, mas onde está o Josh? Não estou ouvindo ele aí.
— Foi comprar alguns lanches lá fora, perto do hotel, com o Beni. Eu nunca deixaria ele ir sozinho. Até me ofereci pra ir junto, mas ele quis tentar ser independente. Comprar algo que queria sem a mãe grudada nele.
— Hmm... De alguma forma, eu duvido que seja só pelos lanches.
Althea voltou a rir.
— Você realmente conhece os hábitos do Josh, hein?
— Claro que conheço. Ele é meu filho, Althea. — A voz de Chase carregava um orgulho impossível de esconder. — Então... Quais são seus planos quando voltarmos pra SunCity?
Althea pensou por um instante antes de responder.
— Agora que as coisas finalmente se acalmaram, eu quero ir direto pra casa. Faz muito tempo que não fico lá. E no dia seguinte nós temos aquela reunião sobre o programa de bolsas com o embaixador japonês, lembra? A senhora Yoshida me contou que a delegação deles vai se reunir conosco pra discutir isso. E não só o Japão, a embaixada da Austrália também quer conversar comigo.
— Ora, ora... Parece que vamos ter uma agenda lotada assim que pousarmos em SunCity.
— Você se importa? — Perguntou Althea enquanto se ajeitava no sofá e pegava o controle remoto para trocar o canal da televisão.
— Por que eu me importaria? — A voz de Chase suavizou, sincera. — Eu adoro ouvir você fazendo planos assim. SunCity é o lugar onde você e Josh pertencem. Não existe mais nada com o que se preocupar.
Os lábios de Althea se curvaram num sorriso enquanto seus olhos permaneciam presos à televisão, onde imagens passavam com o som baixo.
Na televisão, Vanessa aparecia deixando o tribunal.
Seu rosto estava pálido, os olhos inchados, e sua aparência já não lembrava em nada a mulher que Althea viu durante a audiência anterior. Talvez o divórcio tivesse atingido Vanessa mais profundamente do que todos imaginavam.
A arrogância que antes dominava seu olhar havia desaparecido.
O que restava agora era medo.
Um medo nu, sem orgulho.
Uma desgraça atrás da outra caiu sobre Vanessa, todas consequências das próprias escolhas dela. Sua reputação estava destruída, e ninguém sabia se algum dia poderia ser reconstruída.
Os contratos e oportunidades que antes chegavam facilmente agora escapavam de suas mãos.
E pior ainda...
O tribunal a responsabilizou tanto financeiramente quanto publicamente, obrigando-a a se retratar diante do mundo inteiro, afundando ainda mais seu nome na vergonha.
A estrela que antes brilhava intensamente agora parecia apagada.
E se algum dia voltaria a brilhar... Ninguém sabia.
Althea não se importava.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Arrependimento Dele - Ex-Marido Me Quer de Volta
Tô super indignada cm esse livro. Nossa cm pode o cara tratou ela cm um ND . Aí ela encontrou um homem pra dar TD o q o outro não fez. E aí a autora decidiu matar o homem q a ajudou a se sentir viva e colocar novamente o daven . Como pode o chese morrer pra q daven fosse feliz novamente . Nossa eu nka li um livro e sentir tanta repulsa. Pq o devendo mereceu felicidade enquanto q foi suporte e afeto teve q morrer. Nossa tô frustrada de verdd...