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O Arrependimento Dele - Ex-Marido Me Quer de Volta romance Capítulo 282

Nos arredores de Mighatan, a centenas de quilômetros do Hospital de Mighatan.

O velho armazém permanecia em silêncio, iluminado apenas por uma lâmpada fraca e piscante.

O ar estava carregado de mofo úmido, ferro enferrujado e do cheiro acre de charutos que ainda pairava entre as vigas.

Os arredores do prédio eram igualmente desolados, perfeitos para qualquer um que quisesse permanecer escondido sem chamar atenção.

Mas aquela segurança foi destruída ao amanhecer.

O frio da manhã ainda permanecia no ar quando um grupo de homens de ombros largos, vestidos com uniformes pretos, invadiu o local.

Eles se moviam em silêncio, exatamente como a vigilância anterior havia previsto, o único ocupante do armazém sempre demorava a acordar naquele horário.

— Vou garantir que ele pague por cada maldita coisa.

Disse um homem enquanto retirava os óculos escuros, os lábios se curvando em um sorriso frio e calculado.

Seu olhar permaneceu fixo no armazém como se estivesse observando uma presa.

— Eliminem qualquer um que estiver no caminho. Harold fica vivo... Para mim.

— Sim, Sr. Miller.

Dentro do armazém, Harold permanecia sentado em seu esconderijo com um sorriso arrogante, convencido de que o mundo ainda girava a seu favor.

Os lucros daquela manhã o deixavam satisfeito.

Ele jamais imaginou que seu santuário seria invadido.

O choque veio rápido.

Uma mão brutal agarrou sua garganta por trás.

A taça de vinho escapou de seus dedos e se despedaçou contra o chão de concreto.

— Ora, ora... Vejam só quem eu encontrei.

A voz baixa e gelada sussurrou perto de seu ouvido.

— Q-quem diabos é você?!

Harold se debateu violentamente, mas seu braço foi torcido para trás até que seu corpo cedesse para frente.

Um homem alto, de maxilar marcado, o chutou com força, obrigando-o a cair de joelhos.

Harold mal teve tempo de respirar antes que a bota esmagasse seu rosto, uma, duas vezes explosões de dor atravessando seu crânio.

— Quer dizer que você não me reconhece?

— Ugh!

Harold cuspiu sangue enquanto tentava se afastar.

— Quem você pensa que é pra encostar em mim desse jeito?!

— Cale Miller.

A resposta veio fria e reta.

Sua voz não carregava raiva.

Apenas uma certeza mortal.

— Talvez esse nome não signifique nada pra você. Mas tenho certeza de que conhece meu irmão.

Harold congelou, a respiração irregular.

— M-Miller...? Você é irmão do Chris Miller?

O sorriso fino de Cale não carregava qualquer misericórdia.

— Ótimo. Então você entende perfeitamente com quem está lidando.

Ele puxou Harold pela gola, forçando os dois a se encararem.

— Tenho muitas perguntas pra fazer, Harold. E é melhor responder todas elas. Porque, se não responder...

Sua voz baixou perigosamente.

— Esta noite será a última da sua vida.

O medo tomou conta do rosto de Harold.

Ele jamais imaginou que alguém encontraria seu esconderijo.

Muito menos um membro da família Miller.

— O que você quer de mim?

A voz dele tremia.

Os olhos de Cale, escuros como obsidiana, se estreitaram.

— Entre todas as coisas que eu poderia perguntar... Existe apenas uma que realmente me importa agora.

Ele fez um gesto com a mão.

Dois homens agarraram Harold e o arrastaram até o centro do cômodo, prendendo-o violentamente a uma cadeira.

As cordas apertaram seus pulsos e peito, não importando o quanto ele tentasse se debater.

Quando terminaram, Cale sentou-se calmamente diante dele, girando uma faca fina entre os dedos como se fosse um brinquedo.

Seu tom parecia quase casual quando falou novamente:

— O acidente do Josh.

O sangue desapareceu do rosto de Harold.

Os olhos dele se arregalaram em puro terror.

— E-eu não sei do que você está fal—

Antes que pudesse terminar, Cale pegou uma garrafa de vinho meio cheia da mesa e a lançou contra a parede.

O vidro explodiu em milhares de pedaços.

Mas a bota de Cale esmagou seu peito, prendendo-o no lugar.

Uma mancha escura de sangue marcou a sola do sapato.

— Você não vai a lugar nenhum.

— Eu posso dizer onde estão as provas!

Harold arfava desesperadamente.

— Na sala de leitura... Terceira gaveta. Tem uma chave pra outra sala. Eu escondi os arquivos lá. Vocês podem pegar tudo. Por favor... Por favor, me soltem! Eu contei o que vocês queriam saber! Parem de me torturar!

Cale inclinou-se sobre ele, os olhos frios atravessando Harold.

— Por que você só resolveu falar a verdade agora? Por que não desde o começo?

— E-eu estava com medo... Eu—

A resposta foi interrompida brutalmente.

Cale o golpeou repetidamente sem qualquer piedade.

O sangue escorreu.

O corpo de Harold ficou mole.

Os gemidos desapareceram até ele finalmente perder a consciência.

— Levem ele.

A voz de Cale permaneceu calma apesar da fúria evidente.

— Não deixem esse homem morrer. Ainda não. Quero que ele acorde quando todos os crimes dele forem expostos. Quero que saiba... É isso que acontece quando alguém encosta na criança errada.

Os homens arrastaram Harold inconsciente para fora.

Cale permaneceu olhando para as manchas escuras no chão, os dedos cerrados até os nós embranquecerem.

— Ninguém toca no Josh. Ninguém. Qualquer um que ousar... Vai acabar igual a ele.

Um dos homens retornou segurando os arquivos mencionados por Harold.

— Sr. Miller.

— Garantam que tudo seja enviado para a equipe jurídica do Chase. Ele vai saber o que fazer.

Cale retirou as luvas manchadas de sangue.

— Onde estão meus outros sapatos? Eu me recuso a usar esses novamente.

Poucos minutos depois, trouxeram um par novo.

Outro blazer foi colocado sobre seus ombros.

— Limpem todos os rastros e encontrem todos os envolvidos com Harold. — Ordenou ele. — E se não se entregarem... Façam questão de que recebam a mesma mensagem.

— Sim, Sr. Miller.

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