Riana assentiu, e, um momento depois, um garçom se aproximou para anotar o pedido de Eli.
— Como está a escola? — Perguntou Riana.
— Está indo bem. — Respondeu Eli. — Minhas notas mais recentes foram usadas como referência para a distribuição de turma. Como sou aluna transferida, minha orientadora me avaliou e aplicou uma prova curta. Felizmente, passei sem nenhum problema.
— Fico feliz em ouvir isso. — Disse Riana. — Você gosta da escola?
— Gosto, vovó. Há muitos professores capazes lá. Também gosto do clube de canto.
— Já se inscreveu?
— Sim.
Eli pareceu ainda mais animada.
— De qual matéria você mais gosta? — Perguntou Riana, observando-a com atenção.
A conversa parecia leve na superfície, mas Riana tentava, em silêncio, compreender a garota sentada à sua frente. Ainda havia uma inocência e uma sinceridade claras brilhando nos olhos de Eli.
— História. — Respondeu Eli sem hesitar. — Gosto de entender causa e consequência.
Riana sorriu de leve.
— Isso faz sentido.
Pouco depois, o garçom trouxe o pedido de Eli junto com um acompanhamento extra para Josh. Eles comeram devagar, e a conversa fluiu com facilidade, passando por livros, o caminho de volta da escola para casa, como era a cafeteria da escola e uma dúzia de pequenas coisas comuns.
Eli falava com calma, sem exagerar. Riana ouvia, fazendo perguntas de vez em quando.
Então, depois de uma pausa natural, Eli voltou a falar, agora mais suavemente.
— Vovó.
— Sim? O que foi, Eli? — Respondeu Riana com gentileza.
— Antes de entrar no restaurante, vi a senhora e Josh rindo juntos.
Josh ergueu o olhar e a encarou diretamente.
— Isso não é normal?
— Sim, você está certo. — Disse Eli com um pequeno sorriso. — É normal. E parecia muito acolhedor. Eu... Não vivencio isso com muita frequência.
Josh colocou a colher sobre a mesa.
— Não entendi muito bem o que você quer dizer. Está com ciúme?
— Não. — Negou Eli depressa. — Eu só imagino como seria se eu também vivesse isso. Deve ser muito bom.
Riana a observou por um longo momento.
Havia honestidade ali, e algo mas também, como se as palavras tivessem sido cuidadosamente preparadas. Seus instintos começaram a juntar a intenção por trás das frases de Eli.
— O que você imagina, exatamente? — Perguntou suavemente.
— Voltar para casa e ter sempre alguém ali. — Respondeu Eli.
Josh falou antes que Riana pudesse responder, o tom neutro.
— Um lar não tem a ver com quantas pessoas moram nele.
— Mas convivência tem. — Disse Eli depressa, então parou. — Desculpe. Eu não quis...
— Tudo bem. — Disse Riana gentilmente. — Continue.
Eli respirou fundo.

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