— Chegamos. — Disse Lydia.
Durante todo aquele tempo, Althea, sentada ao lado dela, não havia dito uma palavra. Lydia não se importou. Em momentos como aquele, o silêncio não servia para criar distância. Servia para dar espaço, para encontrar o melhor caminho a seguir.
— Ah... Você tem razão.
Althea soltou uma longa respiração.
— Eu nem percebi.
Lydia apenas sorriu.
— Vamos, vamos descer. O clima está sendo bem gentil hoje.
Ela pegou o buquê que havia trazido para colocar no túmulo de Chase. Para Lydia, Chase havia sido o melhor amigo homem que já tivera.
Ela carregava muitas lembranças de Chase consigo. Nem todas eram agradáveis, já que ele sempre adorara provocá-la, mas, sempre que Lydia realmente precisava de alguém, Chase estava lá.
Althea fez o mesmo. Juntas, caminharam lado a lado em direção ao lugar onde Chase descansava em paz eterna.
Uma brisa suave varreu o cemitério, trazendo consigo o cheiro de terra úmida e folhas recém caídas. O céu estava nublado, mas segurava a chuva, como se fizesse uma pausa, dando espaço a uma conversa que não queria ser apressada.
Althea parou diante da lápide de Chase Miller, as duas mãos apertando o buquê de flores brancas que ainda não havia colocado no chão. Seus olhos percorreram o nome dele, letras que conhecia de cor, mas que, sempre que lia, ainda faziam seu peito se apertar do mesmo jeito.
Seria mentira dizer que Althea não havia sentido raiva e frustração quando sua última visita ao túmulo de Chase se transformou em algo profundamente inquietante. Se ao menos o culpado já tivesse sido tratado, ela não se sentiria tão irritada agora.
Naquele dia, havia tantas coisas que queria dizer.
— Josh está crescendo muito mais rápido do que eu esperava. — Disse Althea finalmente, a voz suave, mas firme. — Ele está começando a enxergar o mundo do próprio jeito. Discute mas agora, muito direto, muito calculista... Às vezes vejo você nele.
Ela sorriu de leve, segurando a dor que começava a rastejar para dentro de seu coração.
— Ele está se tornando exatamente o que você esperava de um Josh Grayson. Um irmão mais velho atencioso, cuidadoso, alguém que sempre protege a irmãzinha.
O orgulho preencheu sua voz.
— Quando ele tiver o recesso do início do semestre, vou trazê-lo para visitar você.
Lydia estava alguns passos atrás, dando espaço enquanto permanecia atenta. Sabia que Althea não queria ficar sozinha naquele dia, apenas não queria ser pressionada.
— E Grace... — Continuou Althea. — Sua filha está crescendo alegre, teimosa e sempre querendo atenção. Toda vez que ela ri, as marcas do sorriso ficam iguais às suas. Os olhos também. Qualquer pessoa que a veja concordaria comigo. Grace é você em forma de menina.
Althea riu suavemente.
— Tenho certeza de que você ouve isso toda vez que Grace ri. — Disse com um suspiro, abaixando a cabeça. — Tenho certeza de que está feliz, vendo os dois.
Por fim, colocou as flores diante da lápide. Seus dedos tremiam levemente.
— Mas você não gostaria de me ver assim. — Acrescentou, a voz ainda mais baixa. — Eu sei disso.
Lydia se aproximou.
— Althea. — Disse com gentileza, mas firmeza, pousando uma mão reconfortante no ombro da amiga. — Você não está errada por sentir tudo isso.
— Você realmente acha que tudo isso foi fabricado?
— Acredito que há um propósito por trás disso. — Respondeu Lydia com firmeza. — Selena não apareceu por acaso. E Eli... Aquela criança é estruturada demais para que isso seja mera coincidência.
Althea fechou os olhos por um momento.
— Eu não sei, Lydia. Só sinto que... Eli também é uma vítima, sendo empurrada por Selena. Forçada a seguir um caminho que ela desenhou.
— E é exatamente isso que torna tudo perigoso. — Acrescentou Lydia. — Porque as pessoas são mais facilmente movidas pela inocência do que pela verdade.
Althea abriu os olhos. Seu olhar endureceu enquanto se fixava no túmulo de Chase. Suas mãos se fecharam com força.
— Se for verdade que Selena está usando Eli como peão e espalhando mentiras desse jeito...
Ela respirou fundo.
— Eu não vou ficar em silêncio.
Lydia assentiu.
— Eu sei.
— Você não me vê como uma mulher ciumenta ou alguém com medo de perder, vê? — Perguntou Althea de repente.
— Não. — Respondeu Lydia sem pausa. — Vejo você como uma mãe protegendo a verdade de ser pisoteada. Isso é sobre a integridade de uma família, Althea. Mesmo que você não seja mais esposa de Chase, tudo ligado a Chase ainda faz parte da sua vida, não faz?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Arrependimento Dele - Ex-Marido Me Quer de Volta
Tô super indignada cm esse livro. Nossa cm pode o cara tratou ela cm um ND . Aí ela encontrou um homem pra dar TD o q o outro não fez. E aí a autora decidiu matar o homem q a ajudou a se sentir viva e colocar novamente o daven . Como pode o chese morrer pra q daven fosse feliz novamente . Nossa eu nka li um livro e sentir tanta repulsa. Pq o devendo mereceu felicidade enquanto q foi suporte e afeto teve q morrer. Nossa tô frustrada de verdd...