O escritório de Don Falcon ocupava o andar mais alto da mansão, com vista para uma parte da cidade que parecia pequena sob as imensas janelas de vidro. Mas, naquela manhã, ninguém no cômodo ousava apreciar a paisagem. O ar parecia pesado, denso de pressão, e tudo aquilo vinha inteiramente do homem sentado atrás da mesa preta e reluzente.
Falcon estava revisando vários arquivos, como se nada importante estivesse acontecendo. Sua camisa branca estava impecável, o paletó escuro jogado sobre o encosto da cadeira, e uma xícara de café ainda fumegava à sua direita. Seu comportamento era calmo.
E era exatamente isso que fazia os três homens machucados diante dele terem medo até de respirar alto demais.
— Então. — Disse Falcon, sem erguer a cabeça. — Vocês falharam de novo.
Um dos homens engoliu em seco. O lábio cortado ainda carregava as marcas daquela noite.
— Chefe... Seguimos todas as instruções.
— Mas a garota não está em suas mãos.
Falcon fechou o arquivo devagar.
— O que significa que vocês falharam na única instrução que importava.
— Perdemos o rastro dela depois de sair do apartamento.
Falcon olhou para eles pela primeira vez. Seu olhar era neutro, mas bastou para fazer os ombros dos três homens enrijecerem.
— Não estou interessado em desculpas.
— Chefe, estamos reunindo novas informações agora. Temos certeza de que ela não pode ter ido longe.
— Mas o que eu tenho?
Falcon se levantou da cadeira.
— Nada, correto?
Ninguém ousou responder.
Ele caminhou até eles e parou bem diante daquele que mais havia falado.
— Sabe por que ainda estou deixando você em pé?
O homem empalideceu.
— Não, chefe.
— Porque preciso de pessoas que consigam correr.
Falcon tocou de leve o rosto dele, quase de forma amigável. Aquele toque suave quase roubou o fôlego do homem.
— Então corra. E encontre-a.
Os três homens abaixaram a cabeça ao mesmo tempo.
— Sim, chefe.
Antes que pudessem sair, houve duas batidas na porta. Um homem de terno cinza, um dos funcionários de confiança de Falcon, entrou segurando um tablet.
— Senhor Falcon.
Falcon voltou para sua mesa.
— Fale rápido.
— A senhora Falcony deseja vê-lo esta manhã.
Falcon nem ergueu o olhar. Pegou o café e tomou um gole tranquilo.
— Para quê?
O funcionário hesitou por uma fração de segundo.
— Ela disse que se trata de assuntos de família. E... O senhor Brandon também estará presente.
Falcon sorriu de leve, um sorriso que não carregava o menor traço de calor.
— Aquela mulher não é minha mãe. Então nunca use a palavra família para ela na minha frente.
O cômodo pareceu ficar mais frio.
— Minhas desculpas, senhor.
— Cancele.
Falcon pousou a xícara.
— Não tenho tempo para os teatros de uma velha. Deixe meu doce e obediente irmãozinho passar algum tempo com a mãe dele.
— Sim, senhor.
Falcon entrelaçou os dedos sobre a mesa.
— Continue procurando Naomi. Verifique o aeroporto, as estações de trem, rotas de carros alugados, tudo.
— Já começamos, mas...
— Não é suficiente.
Sua voz desceu mais um grau.
— Quero os dados de passageiros que saíram desde a noite passada. Todos os voos. Nomes falsos, compras de última hora, passagens só de ida. Se ela tentar fugir, vai deixar um rastro.
O funcionário começou imediatamente a fazer anotações.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Arrependimento Dele - Ex-Marido Me Quer de Volta
Tô super indignada cm esse livro. Nossa cm pode o cara tratou ela cm um ND . Aí ela encontrou um homem pra dar TD o q o outro não fez. E aí a autora decidiu matar o homem q a ajudou a se sentir viva e colocar novamente o daven . Como pode o chese morrer pra q daven fosse feliz novamente . Nossa eu nka li um livro e sentir tanta repulsa. Pq o devendo mereceu felicidade enquanto q foi suporte e afeto teve q morrer. Nossa tô frustrada de verdd...