O coração de Laura batia tão forte que parecia querer romper suas costelas. A silhueta que desferia aqueles golpes brutais—os ombros largos, a precisão implacável—pertencia, sem dúvida, a Weston Windore.
Cada som abafado e pesado dos socos ecoava pelo estacionamento subterrâneo, cortando os nervos de Laura como uma lâmina serrilhada. Ela quase podia sentir a dor que os punhos de Weston estavam imprimindo no corpo do outro homem.
No início, Sylas rugia em desafio, xingando e cuspindo. Agora, sua voz havia se reduzido a gemidos fracos e entrecortados, escapando entre suspiros ofegantes.
Weston se movia com uma fúria que Laura nunca tinha visto, nem mesmo na delegacia, quando ele já havia espancado Sylas uma vez.
Naquela noite, ele lutava como se o assassinato estivesse a um fio de distância de seus punhos cerrados, cada golpe prometendo terminar o que o anterior começara.
Vendo a morte se aproximar a cada soco, Laura se lançou para frente. Agarrou o antebraço de Weston, os dedos cravando no músculo tenso. "Não... por favor, pare." Sua voz tremia, frágil como vidro prestes a se estilhaçar.
O mostrador reluzente do relógio caro de Weston estava salpicado de vermelho; sangue fresco manchava o punho de sua camisa sob medida.
Um cheiro metálico forte inundou as narinas de Laura. Ela percebeu que sua própria palma estava pegajosa—havia pressionado diretamente contra o calor úmido que ainda grudava na pele dele, o sangue que deveria estar dentro de Sylas agora espalhado pelo pulso de Weston.
Weston parou o movimento no meio do golpe. Olhou para a mão trêmula dela e assentiu com um gesto curto. "Tudo bem. Eu vou parar."
Sylas desabou como um fantoche com os fios cortados, tombando no concreto manchado de óleo. Seu rosto era uma máscara inchada e rubra, e até seus gemidos soavam frágeis, quase etéreos.
O som distante de botas se aproximou. Dois seguranças correram para dentro, atraídos pela confusão, e pararam bruscamente ao ver a cena ensanguentada.
"O que aconteceu aqui?" um dos seguranças exclamou, a voz reverberando sob o teto baixo.
"Ele me atacou no estacionamento," Laura respondeu rapidamente, apontando para Sylas. "Este cavalheiro interveio. Ele impediu a agressão."
Os seguranças trocaram olhares inquietos, o olhar recaindo sobre o homem semi-inconsciente no chão.
"Ele estava com uma faca," acrescentou Laura, ofegante. "Tivemos que derrubá-lo para sobreviver."
Ao avistar a lâmina caída, o segurança mais velho empalideceu. Sacou o telefone e ligou para os serviços de emergência, pedindo tanto policiais quanto uma ambulância.
"Algum de vocês está ferido?" ele perguntou assim que terminou as ligações.
"Estou bem. Ele chegou a tempo," murmurou Laura, o alívio finalmente substituindo a adrenalina.
Os olhos de Weston escureceram, o pensamento lhe doendo mais do que qualquer golpe de Sylas.
"E você? Está machucada em algum lugar?" O olhar de Laura o examinava, a ansiedade transparecendo na pergunta.
Só então Weston percebeu o quanto ela o observava atentamente.
"Não me aconteceu nada. Aquele verme nem chegou perto," respondeu ele, a voz baixa e firme.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Despertar da Rainha Militar Divorciada
informa que a cobrança e menor do que os outros aplicativos, porém os capítulo após o pagamento repete os parágrafos anteriores e está sem coerência de um parágrafo para o outro, ou seja, está faltando parte da história. Se estão cobrando, que seja excelente...
Aqui informa que a cobrança e menor do que os outros aplicativos, porém os capítulo após o pagamento repete os parágrafos anteriores e está sem coerência de um parágrafo para o outro, ou seja, está faltando parte da história. Se estão cobrando, que seja excelente com os livros disponíveis, é o mínimo que esperamos como clientes (leitores)....