Ponto de Vista do Xavier
Eu a conheci hoje. A minha companheira.
Tudo começa de manhã, dentro da universidade.
Todos estão felizes com a minha chegada e uma enorme multidão se forma quando entro pelo portão da universidade. Meu Beta Luciano, Adolph, Samuel, Tom, e suas companheiras; todos estão lá ao meu lado.
É quando eu a sinto. Aquela mesma fragrância intoxicante que vem me mantendo em alerta nos últimos 3 ou 4 dias. É o cheiro que meu lobo tem tido tanta dificuldade para rastrear.
"Ei, Xavier, esqueci de contar uma coisa a você. Temos uma nova pessoa em nosso grupo. Uma garota humana." Luciano diz, capturando a minha atenção no mesmo instante.
"Uma humana? Você está brincando comigo? Você sabe que nenhum humano deve se envolver com o nosso grupo a menos que seja companheiro de um de nós." Eu fico totalmente confuso com sua decisão.
Normalmente, ele não é de cometer esses erros bobos, então por que fez isso agora?
"Xavi, eu ainda não sei o que é esse sentimento. Mas acho que ela pode ser minha companheira. Eu só não sei. Tenho esse estranho sentimento de carinho e amor por ela, mas ainda não tenho certeza porque ela é humana. Se ela fosse uma loba, não seria tão difícil." Ele murmura, parecendo perdido.
"Ei! Natalia! Aqui!"
Ouço Tom gritar para alguém.
"Compreendo seu ponto de vista, mas você precisa entender que há procedimentos para tudo." Eu digo, tentando encurtar a conversa, enquanto meu lobo me pede para ir embora encontrar nossa companheira.
O cheiro da minha companheira fica incrivelmente perto e uma coisa se torna clara agora, ela está estudando nesta universidade. Não será mais difícil encontrá-la.
"Entendo, Xavi, eu..." Interrompo Luciano no meio da frase, com a minha mão, quando sinto a presença dela perto de mim.
Respirando normalmente, eu percebo que ela está bem perto.
Eu me viro e fico completamente chocado ao vê-la, é a garota mais linda que já vi na vida.
Ela é tão deslumbrante que eu não consigo tirar os olhos dela.
Sua altura é ideal, considerando que ela é minha companheira. Acho que ela chega um pouco acima do meu peito.
E seus cabelos são muito longos e parecem macios como fios de seda.
Seus olhos são de uma cor entre o âmbar e a avelã. Ela dá uma espiada em mim, e eu paro de respirar ali mesmo. Estou chocado, sem saber o que fazer naquele momento.
Ela é humana!
Não sei o que eu devo fazer? Devo ir lá me apresentar como seu companheiro? Mas isso ia parecer muito estranho. E se ela me rejeitar, pensando que eu sou algum tipo de psicopata?
Mas o que eu devo fazer!? Eu estou gritando dentro da minha mente, pedindo ajuda ao meu lobo. Mas ele, por outro lado, está com uma postura totalmente diferente. Ele está à flor da pele, pronto para pular sobre ela e marcá-la como sua.
Preciso o lembrar que isso seria um pesadelo na vida dela.
"Xavier, esta é a Natalia que eu tinha comentado." Luciano nos apresenta. "E, Natalia, esta é a pessoa mais importante, ou melhor, é o líder do nosso grupo, o Xavier."
Eu continuo olhando para ela, esperando alguma reação quando ela acena para mim na introdução, antes de sorrir de forma deslumbrante para todos. Ela se vira e me analisa antes de ir embora.
Por que ela me olha daquele jeito? Ela não gosta de mim? Ela está se sentindo mal por eu não dizer "oi"? Devo abraçá-la e dizer "oi"?
Minha mente está uma bagunça agora.
Eu olho para frente, então vejo Luciano e Adolph colocando as mãos nos ombros dela, enquanto entram no corredor e riem felizes.
Eu não sou do tipo ciumento. Sei que eles estão se divertindo apenas como amigos, mas, não sei por que, sinto uma repentina pontada de ciúmes me atingir.
Quer dizer, eu sou o companheiro dela. Fico pensando no que devo fazer, enquanto eles, que também são lobisomens, estão se tornando amigos dela, sem qualquer preocupação no mundo.
'Espere! O que Luciano disse? Ele tem sentimentos por essa garota humana? Ela é a mesma garota de quem ele estava falando?' Eu penso, com os olhos arregalados, antes de correr para dentro do prédio.
As próximas três horas são torturantes como o inf*rno. Meu lobo deseja ver como nossa companheira está. Ele até me provoca ao afirmar que esta universidade é nossa e que podemos fazer o que quisermos.
Eu quero dar um tapa nele nesse momento. Ele certamente sabe como usar seu poder.
Assim que o sinal do almoço toca, eu dou um pulo da minha cadeira e corro para fora em direção ao refeitório.
Meu grupo já está lá. Ela também está lá. Eu começo a me mover em direção a ela quando ouço suas palavras.
"Ei, pessoal, eu vou pedir algo para mim. Vocês querem alguma coisa?" Ela diz, com sua voz melódica.
Vejo Luciano pronto para ir com ela. Isso me faz andar mais rápido ao seu lado e, antes que eu possa me controlar, seguro sua mão.



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