Depois que as pessoas se dispersaram, Estela tirou uma foto das flores e do conjunto de joias e enviou para Rafael:
"Foi você que mandou?"
A resposta veio quase na hora.
Rafael: "Como eu imaginei, a Srta. Estela é mesmo inteligente. Eu sabia que você tinha algo por mim no coração."
Estela nem soube o que responder.
Rafael: "Ouvi dizer que você tem ficado direto no laboratório, sem comer direito, até emagreceu. Então pensei, já que hoje é uma data especial, podia te animar um pouco."
Estela: "Obrigada... Mas é caro demais. Eu não posso aceitar algo assim sem motivo."
Rafael: "Então me ajuda com uma coisa."
Estela: "Que coisa?"
Alguns minutos se passaram antes da resposta.
"Eu te busco quando sair do trabalho."
Estela já ia recusar, quando ele enviou outra mensagem.
"Não vou tomar muito do seu tempo."
Ela acabou aceitando.
Rafael tinha comentado antes que também pesquisava robótica. Como ela estava travada no experimento, poderia aproveitar para conversar com ele.
No fim do expediente, ela viu que ele já a esperava em frente ao prédio.
Ele vestia um colete cinza-claro. A armação dourada dos óculos estava presa por uma corrente fina que caía até o peito. Os olhos alongados e marcantes pareciam ainda mais atraentes.
Estela teve a sensação de que ele estava diferente.
Não sabia dizer o quê.
Só parecia… mais sedutor.
Quando entraram no restaurante, a garçonete que anotava pedidos ficou olhando para Rafael, sem disfarçar. Só desviou o olhar quando os dois já estavam dentro da sala reservada.
No caminho, Estela também percebeu alguns olhares atravessados na direção dela.
Mas esse tipo de olhar ela já tinha visto muitas vezes quando estava ao lado de Lucas. Já estava acostumada e não achou nada demais.
Depois que entraram na sala reservada, Estela se sentou ao lado dele e perguntou:
— Agora você pode falar. Que ajuda é essa?
— Primeiro vamos pedir. — Rafael respondeu.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Dia em que Ele Aprende a Te Perder