Estela pensou em Daniel.
O detetive particular que ela tinha contratado descobriu que o lugar onde Helena tinha estado ficava perto de onde a família Guimarães tinha encontrado o brinco dela.
Daniel já tinha ido até lá, e Evandro ainda não tinha voltado.
Em pouco tempo, os dois iam se encontrar.
Será que Daniel estava usando ela para ameaçar Evandro?
Afinal, a parceria entre ela e Evandro era algo fácil de descobrir.
Antes que pudesse pensar mais, o celular tocou de novo.
Dessa vez era Rafael.
Ela atendeu.
— O que foi?
Rafael levou a mão ao peito e falou em tom sofrido:
— Você é fria demais comigo.
Estela ficou em silêncio por um instante.
— Eu sou?
Rafael assentiu.
— Que tipo de namorada atende o namorado como se estivesse tratando de trabalho?
— Quando as pessoas estão namorando, a primeira frase não deveria ser algo como "eu estava com saudade"?
Estela pensou um pouco e ficou quieta.
Ela nunca tinha namorado.
No passado, gostou de Lucas, mas nunca teve a chance de viver um namoro. Depois acabou sendo empurrada para um casamento com ele.
Lucas sempre foi distante, quase indiferente.
Ela nunca soube como era uma relação normal.
Quando começou a namorar Rafael, também não foi por amor.
Mas agora que estavam juntos, se ele queria essa sensação, ela podia tentar acompanhar.
— Eu...
Só de imaginar o que deveria dizer, o rosto dela começou a queimar.
As palavras simplesmente não saíam.
No fim, desistiu.
Depois de um momento, devolveu a pergunta:
— Você também não disse que estava com saudade.
Rafael pareceu entender o que ela pensava e riu baixo.
— Estela, eu não só estou com saudade, como te amo.

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