Exceto quando era algo especial, situações em que não era conveniente levar o motorista.
Nesses casos, além das horas extras, Lucas ainda pagava a ele o triplo, para lidar com imprevistos e situações delicadas.
— Condomínio Felicidade. — Lucas disse, em tom neutro.
Ao ouvir o nome, Gonçalo se surpreendeu por um instante.
Normalmente, os destinos eram clubes ou outros lugares de entretenimento. Um condomínio residencial como aquele, ele nunca tinha ido.
Mas o nome soava familiar.
Gonçalo pensou por três segundos e então se deu conta.
Não era ali que Estela estava morando agora?
...
O condomínio era antigo, a administração relaxada.
Por fora, os prédios já pareciam velhos. Por dentro... ainda pior.
Depois de descer do carro, Evandro carregou Estela até o apartamento que ela alugava.
O elevador era antigo, a pintura das paredes do prédio descascava.
Estela, na verdade, não queria que Evandro a acompanhasse até em casa, mas o pé ainda estava sob anestesia e ela simplesmente não sentia nada.
Ainda bem que ela era naturalmente meio desligada, e, além disso, já tinha passado por situações constrangedoras como aquela muitas vezes. Depois de pensar por um instante que queria se enfiar em algum buraco, acabou recuperando a calma.
Assim que abriu a porta, Estela pulou em um pé só até a geladeira e pegou uma bebida para ele.
Evandro aceitou e olhou em volta.
O apartamento era simples. Predominavam tons claros, com alguns quadros pequenos na parede que davam um pouco de cor ao ambiente. Era acolhedor.
— É bom aqui. Tem cara de casa. O condomínio também parece legal.
Estela deu um sorriso amargo:
— Não precisa me consolar.
Ela tinha ignorado os conselhos de Evandro e se casado com Lucas por teimosia, só para acabar naquela situação.
Já estava preparada para ouvir alguma ironia.
Mas Evandro não disse nada. Só abriu a bebida e tomou um gole.
Estela se apoiou na parede e foi pulando em direção à cozinha:

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