“Você entendeu errado, Sr. Chance. Não envenenei nenhum de vocês. Sua namorada está inconsciente porque está sob um feitiço. Se eu quebrar o feitiço, ela vai recuperar a consciência”, explicou depressa.
Por fim Jared entendeu por que não conseguia determinar o tipo de veneno no corpo de Lizbeth, nem por que Axton e os outros não puderam fazer nada a respeito.
“Nesse caso, apresse-se e quebre o feitiço!”, instou ele.
“Onde está sua namorada? Preciso vê-la para quebrar o feitiço”, respondeu Karl.
“Está no hotel de sua família. Venha comigo. Mas se ela não acordar, farei com que os Gardner desapareçam de todo o noroeste!”, avisou, encarando-o com frieza.
“Não se preocupe. Garanto que sua namorada vai recuperar a consciência!”, prometeu o outro.
Juntos, correram para o hotel, mas quando chegaram, ele não o seguiu até o quarto. Em vez disso, sentou-se no saguão e tomou café. A humildade em seu rosto havia desaparecido e foi substituída por um traço de arrogância.
As sobrancelhas de Jared se franziram. “Qual é o significado disso?”
Com triunfo em seu rosto, o homem respondeu: “Nada demais. Tudo bem se quer que eu quebre o feitiço de sua namorada, mas vai ter que me entregar tudo o que tem. Inclusive a essência draconiana dentro de você. Só então, considerarei ajudá-lo.”
O rapaz ficou surpreso, mas estreitou os olhos. Uma intenção assassina emanava dele. “Você está procurando a morte, Karl!”
Ao dizer isso, avançou em sua direção com passos largos.
“Decida depois de assistir ao vídeo”, disse o outro, pegando um controle remoto e ligando a tela no saguão.
Ela apareceu na tela. Estava contida por dois homens e já havia recuperado a consciência.
Havia pânico em seus olhos, e ela continuava exigindo saber a identidade dos dois homens que a detinham.

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