Quando Edgar o ouviu, ficou à beira de um colapso. Sua confiança vinha do espírito dentro dele, mas agora, inesperadamente viu-se obrigado a ouvir palavras tão deprimentes!
Isso não é o mesmo que dizer que vamos morrer?
Ele não queria morrer, tinha se esforçado demais para se tornar Grande Marquês de Artes Marciais, e ainda não tinha desfrutado da sensação de ser adorado pelos outros.
“Jared, eu admito a derrota! Eu me rendo! Não me mate... Não me mate...”, disse, desabando por completo, não desejava morrer nem queria continuar lutando. Só esperava que sua vida pudesse ser poupada.
O espírito entrou em pânico. O colapso de Edgar significava que não havia mais esperança.
Arrependeu-se de se tornar um com ele. Ambos compartilhavam uma vida e o colapso de seu hospedeiro o afetaria grandemente.
“Seu imprestável! O que está fazendo?”, gritou o espírito.
No entanto, o homem parecia incapaz de ouvi-lo, pois o ignorou e implorou: “Jared, sei quem você é. Somos primos, família. Você não pode me matar...”
Estava jogando verde. Se apelar para a família pudesse mantê-lo vivo, estava disposto a fazer qualquer coisa.
“Cale a boca. Não tenho uma família como você!”, respondeu o jovem, enfurecido.
Que m*rda!
Sua mãe era mantida presa há mais vinte anos pelo próprio irmão e Edgar tinha coragem de dizer que eram família!
Com uma expressão fria e uma luz dourada brilhando em seu corpo, caminhou em sua direção.
Edgar caiu no chão com um estrondo e se ajoelhou diante dele à vista de todos no mundo das artes marciais. Estava quebrado e teve um colapso nervoso!
A mão de Jared brilhou com luz dourada quando socou o peito do outro com força, abrindo um buraco nele, expulsando à força o espírito, que caiu no chão e quis retrucar, mas foi morto com um soco.
Sem o espírito, Edgar recuperou o controle de seu corpo e olhou para o buraco ensanguentado em seu peito com medo nos olhos.
“Me perdoe, por favor...”, disse, implorando com sinceridade e desabando em lágrimas.
“Não. Nem você, nem ninguém da família Deragon...”
Jared desferiu um soco cruel na cabeça do primo, pulverizando-o; sua aura se dissipou aos poucos até desaparecer por completo. Enquanto olhava para o corpo sem vida, não sentia o menor vestígio de alegria por sua vitória, então partiu da arena sem olhar para trás.
“Família... Eu vou pegar vocês.”
Seus olhos brilhavam, ameaçadores.

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