“Entendo”, concordou Augustus.
Voltando-se para Flaxseed, Jared perguntou: “Vamos entrar e dar uma olhada?”
O mago olhou para a entrada escura e suspirou. “Sim, vamos deixar nossas vidas ao destino.”
“Não se preocupe. Se as coisas saírem do controle, vamos voltar. Desta vez, vamos considerar isso uma exploração. Só isso.”
Então sorriu e entrou na caverna à vista de todos.
No instante em que o fez, ajustou sua aura ao máximo. Não ousaria levar as coisas de forma leviana ali, além disso, queria usar seu sentido espiritual para explorar. Percebeu, porém, que não conseguia utilizá-lo de forma alguma.
Tanto ele quanto seu amigo estavam alertas conforme seguiam em frente com passos cuidadosos.
“Acha que há alguém vivo aqui, Sr. Flaxseed?”, perguntou de repente.
“É possível...”, assentiu o outro.
A resposta o deixou atordoado, de modo que olhou para o mago com incredulidade e perguntou: “Esta seita existiu há milhares de anos. Como alguém pode viver tanto tempo?”
“Feitiços são mutáveis e cheios de segredos. Funcionam da mesma forma que pílulas. Uma vez que as consome, não envelhece nem morre. O que te faz pensar que não existe um feitiço que possa fazer o mesmo?”, respondeu Flaxseed com um pequeno sorriso.
Curioso, Jared perguntou: “Como são esses feitiços? Se parecem com os que você desenha? É necessário um papel amarelo?”
“Por favor, pare de me comparar com tudo. Comparado a um mestre feiticeiro, o que eu faço não é nada. Um verdadeiro feitiço pode ser feito a partir de qualquer coisa, até de um objeto. Pode ser escrito no ar, até. Ou implantado na mente de uma pessoa. Tudo isso é feitiço. Como vou responder à sua pergunta se quer saber como são?”, respondeu o homem.
O cultivador ficou sem palavras. Seu entendimento sobre feitiços era limitadíssimo, por isso fez uma pergunta tão boba.


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